Há quase 100 dias fora, Renato espera ordem médica e segue sem prazo para voltar ao Grêmio

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Técnico permanece no Rio de Janeiro enquanto o grupo realiza atividades físicas no CT Presidente Luiz Carvalho há sete semanas

Os jogadores do Grêmio entram na oitava semana de treinos físicos no Centro de Treinamentos Presidente Luiz Carvalho na segunda-feira. E seguem sem a presença do comandante principal.

Renato Gaúcho espera aval do departamento médico para deixar o Rio de Janeiro e retornar a Porto Alegre. Há quase 100 dias na capital carioca, o técnico permanece sem previsão de quando estará à frente da equipe.

O último jogo oficial do Tricolor ocorreu em 15 de março, quando o time superou o São Luiz por 3 a 2 na Arena, pelo Gauchão. Como houve a parada em razão da pandemia do coronavírus, Renato viajou ao Rio para ficar com a família.

Após 30 dias de férias, os gremistas voltaram aos treinos nos dias 6 e 7 de maio. O treinador, porém, foi vetado pelos médicos de deixar o Rio de Janeiro por estar no grupo de risco da Covid-19. Renato passou por duas cirurgias cardíacas desde o ano passado.

Além disso, o hotel que serve de moradia ao técnico, na zona norte de Porto Alegre, permanece fechado por conta da pandemia. O Grêmio deve providenciar a mudança de endereço de Portaluppi para uma das unidades da rede que patrocina o clube. Enquanto nada se define, já são 98 dias de treinos sem a presença do chefe.

  • É assunto de ordem médica. Será definido pelo nosso corpo médico, em conjunto com os médicos do próprio Renato – resume-se a dizer o vice de futebol Paulo Luz.

O técnico, apesar da distância física, monitora os passos do grupo no complexo gremista. Discute os trabalhos passados aos jogadores, bem como recebe a situação de cada um por telefone. Seu braço direito, o auxiliar Alexandre Mendes é quem comanda as atividades no CT Luiz Carvalho.

Renato também tem acompanhado a crise provocada pelo coronavírus. Sensível aos problemas, já realizou doações de cestas básicas para minimizar os prejuízos dos moradores de Porto Alegre com mais necessidades.

Estima-se que o retorno de Portaluppi à capital gaúcha esteja atrelado à flexibilização da prefeitura. Na última semana, o clube alimentou a esperança de que os treinos coletivos e táticos fossem liberados, o que não ocorreu.

Ao mesmo tempo que o ídolo tricolor espera um sinal para o retorno ao trabalho, o Grêmio aguarda uma definição da retomada das competições. O que também segue sem prazo.

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