RJ inicia testes com vacina de Oxford; especialista explica procedimento no país

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Começa nesta segunda-feira (29), no Rio de Janeiro, a vacinação dos voluntários que irão testar a eficácia da vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra. Além da capital carioca, os experimentos são feitos em Salvador, São Paulo e na África do Sul. 

No Rio, a coordenação é da Rede D’Or São Luiz e o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e o cadastro dos voluntários é digital. Os voluntários são profissionais da saúde ou pessoas que tenham alta exposição ao vírus – além de não ter tido a doença. Ao todo, foram recrutados 1.500 voluntários na capital fluminense para receber a dose e as identicações dos voluntários serão mantidas em sigilo.

Em entrevista à CNN, Renato Kfouri, diretor da Sociedade brasileira de imunizações (SBIm) disse estar bastante otimista com o processo de produção da vacina no Brasil. 

“O Brasil poder participar de um estudo destes é de grande importância para nós e para nos aproximarmos dos estudos do fabricante e na transferência de estudos. Estamos bastante otimistas com estes testes que se iniciaram semana passada em São Paulo, hoje no Rio de Janeiro e Salvador deve iniciar em breve”, explicou ele.

O especialista explicou ainda que o estudo está sendo feito com 50 mil pessoas em todo o mundo. “Esses resultados serão agrupados em uma análise estatística e cada região vacinará um grupo específico da população”, completou. 

Kfouri explicou que, durante os testes, os grupos não saberão a formulação aplicada – se ela será da universidade inglesa ou um placebo. Os voluntários serão acompanhados para verificar a reação do sistema imunológico.

O governo brasileiro anunciou no sábado (27) uma parceria com o Reino Unido para a produção da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca no combate ao coronavírus. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) receberá a tecnologia e insumos. 

Para Kfouri, este acordo verificará a eficácia da vacina. Mas ele lembra que o assuto exige cautela. “Eu desconheço os detalhes do acordo comercial que o Brasil fez, mas, certamente, entre as várias vacinas que estão em desenvolvimento, não vão chegar ao resultado de total eficácia. Este estudo irá verificar a eficácia e quais são os próximos passos. Precisamos ter cautela. Ela apenas será aprovada se ela provar que funciona”, concluiu.

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