Pequeno Terremoto seguido de estrondo atinge a baixada fluminense

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Evento sísmico foi confirmado pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília e teve magnitude de 2,1. Segundo a instituição, moradores de Paracambi relataram ter ouvido ‘estrondo seguido pelo tremor’.

Um abalo sísmico, cmo são chamados os terremotos, foi registrado no fim da noite deste domingo (12) em Seropédica, na Baixada Fluminense. Não há registro de danos ou vítimas.

De acordo com o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (ObSis/UNB), o evento teve magnitude 2,1 na escala Richter e foi registrado às 23h06 em Seropédica, município localizado a 75 km da capital.

“Há relatos que a população do município de Paracambi, localizado a cerca de 15 quilômetros do epicentro, ouviu um estrondo seguido pelo tremor”, destacou o Observatório em comunicado oficial.

Esse terremoto em Seropédica atiçando minha ansiedade. Desde cedo tentando acordar minha prima pra irmos lá no sítio ver se tá tudo bem”, comentou uma internauta no Twitter.

A Defesa Civil do município de Paracambi, no entanto, não registrou nenhum tipo de chamado decorrente do tremor de terra

“A gente ainda não recebeu nenhuma informação dos órgãos competentes. Realmente, alguns funcionários daqui relataram [estrondo seguido de tremor]. Eu, que também sou morador da cidade, não senti nada”, disse o subcoordenador da Defesa Civil de Paracambi, Diego Kioshi.

Abalo Sísmico em Seropédica foi registrado pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (ObSis/UNB) — Foto: Reprodução/ObSis

Tremor semelhante na Região Serrana

De acordo com o ObSisO, o último evento sísmico no estado do Rio de Janeiro foi registrado no dia 1º de março deste ano em Petrópolis, Região Serrana. O tremor teve magnitude 2.0, semelhante ao registrado neste domingo em Seropédica.

Baixa magnitude

Um tremor de magnitude 2.1, como registrado em Seropédica, é considerado leve, incapaz de provocar danos.

Para medir a magnitude de um terremoto é considerada a Escala Richter, criada em 1935 pelo sismólogo americano Charles F. Richter, integrante do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Ela se inicia em zero e é, teoricamente, infinita.

  • Magnitude menor que 2: tremores captados apenas por sismógrafos;
  • Magnitude entre 2 e 4: pode ser percebido pelas pessoas, mas não tem potencial para danos;
  • Magnitude entre 4 e 6: quebra vidros, provoca rachaduras nas paredes e desloca móveis;
  • Magnitude entre 6 e 7: danos em edifícios e destruição de construções frágeis;
  • Magnitude entre 7 e 8: danos graves em edifícios e grandes rachaduras no solo;
  • Magnitude entre 8 e 9: destruição de pontes, viadutos e quase todas as construções;
  • Magnitude maior que 9: destruição total com ondulações visíveis.

A escala Richter quantifica a energia liberada no foco do terremoto e se baseia em um princípio logarítmico, ou seja, um terremoto de magnitude 6, por exemplo, produz efeitos dez vezes maiores que um outro de 5, e assim sucessivamente.

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