EUA oferecem recompensa de US$ 5 milhões por informações que levem à prisão do chefe da Justiça da Venezuela

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Os Estados Unidos impuseram nesta terça-feira sanções ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, Maikel Moreno, e anunciaram uma recompensa por informações que levem à sua prisão ou condenação por supostamente participar de uma organização criminosa transnacional.

Em um comunicado, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou que o país está oferecendo uma recompensa de US$ 5 milhões por informações que levem à prisão ou condenação de Moreno por meio do Programa Transnacional de Prêmios contra o Crime Organizado, do Departamento de Estado dos EUA.

Washington também impôs sanções a Moreno, um aliado do presidente venezuelano Nicolás Maduro, impedindo que ele e sua mulher viajassem para os Estados Unidos por acusações de um suposto envolvimento em práticas de corrupção. O governo de Donald Trump já havia oferecido, em março, US$ 15 milhões pela captura do próprio Maduro 

Os Estados Unidos e dezenas de outros países reconheceram o líder da oposição Juan Guaidó como presidente legítimo da Venezuela, considerando a reeleição de Maduro, ocorrida em 2018, uma farsa. Mas Maduro permaneceu no poder, apoiado pelas Forças Armadas do país e pelos governos de Rússia e China.

Em março, os americanos acusaram Moreno de lavagem de dinheiro, dentro da série de acusações que o governo dos EUA fez contra Maduro e mais de uma dúzia de outras autoridades venezuelanas. Elas foram acusadas de “narcoterrorismo”, em uma escalada da campanha do governo de Donald Trump destinada a derrubar o dirigente venezuelano.

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