“É um fim fatídico para aquilo que se chamou de nova política”, diz cientista político

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Na avaliação do cientista político e professor da Univali, Eduardo Guerini, o governador Carlos Moisés,tem grandes chances de sofrer impeachment. O aceite do processo feito pela Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) no dia 22 de julho, é um aceno político mostrando que hoje Carlos Moisés não tem mais sustentabilidade no cargo. Isso ocorre, segundo Guerini, pelo histórico de “desgaste político elevado” que Moisés acumulou desde o início do mandato.

O enfraquecimento do governo ficou mais evidente com a polêmica compra dos 200 respiradores com a Veigamed, a criação da CPI na Alesc e o desmantelamento do secretariado em decorrência das denúncias.

“E, mais do que isso, é um fim fatídico para aquilo que se chamou no senso comum de nova política em Santa Catarina. Ela foi tragada pela política tradicional, de bastidores, já que o governador desde o início se isolou no palácio da Agronômica, e se fechou com um secretariado totalmente vinculado à estrutura da PM e do Corpo de Bombeiros. Isso só demonstrou falta de habilidade, de articulação e coalização política que lhe mantivessem as condições de governabilidade”, afirma o cientista político.

O exemplo mais claro da perda de apoio de Moisés, que só cresceu nos últimos mesmo, é ter uma oposição na Alesc de deputados do próprio partido (PSL) e da vice-governadora do Estado.

“Ao serem afastados, o governador e a vice estão guindados à guilhotina política. Ela acaba entrando no roldão por que também não soube fazer política, e sim oposição a Moisés. Primeiro caso que temos de uma oposição dentro da própria chapa”, pontua o professor.

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