Esta animação mostra que o Sol não é realmente o centro do sistema solar

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Por conveniência, dizemos que o centro do sistema solar é o Sol, e isto é mais ou menos certo. O sol não é o Sol não é exatamente o centro do sistema solar, entretanto – esse centro está um pouco deslocado.

O Sol é, de fato, muito massivo – a massa da Terra é realmente, extremamente irrelevante próxima dele. A nossa estrela é cerca 332 900 vezes mais massivo do que a Terra.

O Sol sozinho possui 99,8% da massa de todo o sistema solar, mesmo com o tamanho de Júpiter e dos outros gigantes gasosos, mesmo com todas as rochas pairando pelo sistema. Isso é algo surreal.

Entretanto, isso não impede que o centro de massa do sistema solar, entretanto, seja deslocado. Idealmente esse ponto seria no centro do Sol, mas na balança real, não ocorre na prática.

O centro de massa, ou baricentro, é o ponto onde todas as forças se anulam – nesse ponto, o equilíbrio das massas é perfeito, há distribuição de massa é completamente uniforme, para todos os lados. 

Recentemente, um grupo de caçadores de buracos negros conseguiu calcular com uma precisão de cem metros o centro do sistema solar, utilizando as ondas gravitacionais, com o  observatório Nanohertz para Ondas Gravitacionais (NANOGrav), conforme noticiamos aqui.

Cem metros de precisão não parece muita coisa, mas analise o tamanho do sistema solar – os pesquisadores conseguiram focar o ponto de equilíbrio da “gangorra” do sistema solar em um ponto do tamanho de um quarteirão. 

Entretanto, isso não impede que o centro de massa do sistema solar, entretanto, seja deslocado. Idealmente esse ponto seria no centro do Sol, mas na balança real, não ocorre na prática.

O centro de massa, ou baricentro, é o ponto onde todas as forças se anulam – nesse ponto, o equilíbrio das massas é perfeito, há distribuição de massa é completamente uniforme, para todos os lados. 

Recentemente, um grupo de caçadores de buracos negros conseguiu calcular com uma precisão de cem metros o centro do sistema solar, utilizando as ondas gravitacionais, com o  observatório Nanohertz para Ondas Gravitacionais (NANOGrav), conforme noticiamos aqui.

Cem metros de precisão não parece muita coisa, mas analise o tamanho do sistema solar – os pesquisadores conseguiram focar o ponto de equilíbrio da “gangorra” do sistema solar em um ponto do tamanho de um quarteirão. 

É difícil, entretanto, conseguirmos imaginar isso somente com palavras, o nosso cérebro não é muito bom em simular por si próprio (apesar de ainda ser melhor do que de outros animais), a não ser por algumas excessões, e funciona muito melhor com representações visuais.

A animação do real centro do sistema solar

E é exatamente para ilustrar essa “órbita verdadeira” que o pesquisador Dr. James O’Donoghue, cientistas planetário da Agência Espacial Japonesa (JAXA), criou uma animação, que demonstra algumas da órbitas.

Já que o centro do Sol não é exatamente o centro do sistema solar, e tudo orbita o baricentro real, o Sol também orbita um ponto – e sim, isso vai contra o que você aprendeu na escola. Por não ser necessário saber pontos muito técnicos, a escola generaliza diversos assuntos.

Mesmo que talvez não mude em nada na sua vida, é interessante ver por outras perspectivas, e ver como tudo é mais complexo do que imaginamos. O Dr. O’Donoghue publicou a animação em seu twitter. Veja:

Traduzindo para o português, a legenda de seu tweet diz:

“Você sabia que os planetas tecnicamente não orbitam o Sol? Na verdade, tudo orbita o centro de massa do Sistema Solar, até mesmo o Sol! Enquanto o Sol contém 99,8% da massa do Sistema Solar, Júpiter retém a maior parte do resto (Saturno é o 2º), então o Sol, na verdade, orbita Júpiter levemente”.

Na sequência, ele apresenta outros exemplos, onde esse desvio do centro de massa é ainda mais perceptível. No tweet abaixo, é possível ver uma animação de Plutão e sua lua Caronte, que possui 12% de sua massa, algo considerável:

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