Israel realiza ataques aéreos contra as posições do Hamas na faixa Gaza

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Na semana passada, as forças israelenses realizaram repetidos ataques noturnos contra alvos ligados ao Hamas.

O Exército israelense disse que realizou ataques aéreos contra posições do Hamas na Faixa de Gaza no domingo, em resposta a ataques com foguetes e bombas incendiárias enviadas a território israelense presas a balões.

Os ataques ocorrem depois que os confrontos começaram na noite de sábado ao longo da fronteira Gaza-Israel, disse o exército.

O exército israelense disse que dezenas de manifestantes palestinos “queimaram pneus, lançaram artefatos explosivos e granadas contra a cerca de segurança e tentaram se aproximar”.

Na semana passada, as forças israelenses realizaram repetidos ataques noturnos contra alvos ligados ao Hamas, o grupo que governa a Faixa de Gaza.

O Exército disse que entre os alvos atingidos estavam “um complexo militar e uma infraestrutura subterrânea” pertencentes ao Hamas.

Na madrugada de domingo, o exército israelense também disse que dois foguetes foram disparados contra Israel de Gaza e interceptados por seu sistema de defesa Iron Dome.

Essas políticas agressivas têm como objetivo exacerbar as crises que nosso povo em Gaza está enfrentando para paralisar sua vida diária e interromper os esforços de combate ao coronavírus em meio ao silêncio internacional e regional”, disse Fawzi Barhoum, porta-voz do Hamas, em um comunicado no início desta semana

Israel fechou a passagem de mercadorias de Karem Abu Salem ( Kerem Shalom) com a Faixa de Gaza.

Após os confrontos e disparos de foguetes de sábado, os militares israelenses decidiram “fechar totalmente a zona de pesca da Faixa de Gaza, imediatamente e até novo aviso, começando esta manhã [domingo]”, disse um comunicado militar. 

O território palestino está sob bloqueio israelense desde 2007. Israel cita ameaças à segurança do Hamas por seu bloqueio terrestre e naval.

A Faixa de Gaza tem uma população de dois milhões, mais da metade vive na pobreza, de acordo com o Banco Mundial.

Apesar de uma trégua no ano passado apoiada pelas Nações Unidas, Egito e Qatar, os dois lados se enfrentam esporadicamente com foguetes, morteiros ou balões incendiários.

O Hamas acusou Israel de não cumprir totalmente o acordo. Israel, que considera o Hamas uma organização “terrorista”, evita negociações diretas e nunca reconheceu publicamente a trégua.

Na quarta-feira, Israel reduziu a área onde permite aos palestinos pescar de 24 km (15 milhas) para 13 km (oito milhas), chamando isso de uma resposta aos lançamentos de balões.

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