Cientistas alertam as baleias estão correndo risco próximo de extinção

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Cientistas e grupos conservacionistas de mais de 40 países assinaram uma carta alertando a importância de uma ação global para proteger baleiasgolfinhos e botos do risco de extinção nos próximos anos.

carta fala que os oceanos estão cada vez mais poluídos e explorados. Assim, se não houver ações para reverter essa situação, muitas espécies serão declaradas extintas durante nosso tempo de vida. Mais da metade de todas as espécies de mamíferos marinhos estão em perigo. Mas duas delas estão à beira da extinção.  

Ameaça crescente para baleias

As baleias sofreram grande diminuição de sua população devido à sua caça comercial. Essa perda ocorreu principalmente no século XX, onde houve modernização dos equipamentos, possibilitando a captura de mais animais.

Nas décadas de 60 a 80, muita pressão por parte de ambientalistas, que popularizaram o slogan “Salve as baleias”, ajudou a proibir a caça comercial de baleias. Atualmente, ainda há caça comercial de baleias por alguns países, como Noruega, Islândia e Japão.  

Com a proibição, as populações de baleias conseguiram recuperar parte de seus números de indivíduos. No entanto, outras incontáveis ameaças estão acontecendo.  

A poluição por plástico, perda de alimento e habitat, colisões com navios e mudanças climáticas são alguns dos perigos que elas passam.

Além desses riscos, outra grande ameaça para os mamíferos marinhos são as capturas acidentais em redes e outros equipamentos de pesca. Por volta de 300,000 baleias, golfinhos e botos morrem por ano em decorrência dessas capturas, chamadas de fauna acompanhante.

A baleia-franca-do-atlântico-norte está seriamente em risco de extinção. Estima-se que apenas algumas centenas da espécie ainda existam. A situação da vaquita, um pequeno boto que vive no Golfo da Califórnia, é ainda mais grave: restam menos de 10 indivíduos.

Cientistas temem que não será possível reverter a situação dessas duas espécies. Assim como aconteceu com o baiji, um golfinho de água doce que vivia no rio Yang-tsé, na China. A última avistagem da espécie aconteceu em 2002 e desde 2006 está declarado como extinto.

Carta assinada por especialistas e ativistas
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(Getty Images)

Em torno de 350 pessoas de diversos países como Reino Unido, Estados Unidos, México, África do Sul e Brasil, assinaram uma carta na tentativa de alertar as ameaças aos mamíferos marinhos. Especialistas e conservacionistas alegam que falta vontade por parte dos governos.

O assunto foi discutido no último encontro do comitê científico da Comissão Baleeira Internacional, realizado em setembro. Os membros do comitê estabeleceram metas para calcular os riscos de extinção e o que fazer para preveni-los.

Segundo a cientista Susan Lieberman, da Wildlife Conservation Society, é urgente que os governos desenvolvam e implementem ações para melhor proteger e salvar os mamíferos marinhos.

A carta pede atenção de todos os países que possuem baleias, golfinhos ou botos nas suas águas. É necessário monitorar mais de perto cada ameaça para, assim, proteger esses animais.

O número das populações de mamíferos marinhos está diminuindo, chegando perto do ponto de inevitável extinção. Cientistas afirmam que, a menos que ajamos agora, gerações futuras não conhecerão esses animais inspiradores e gentis.

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