Bolsonaro negocia com militares de baixa patente para evitar protestos

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Militares de baixa patente, reservistas e pensionistas se incomodaram com o reajuste salarial concedido pelo governo aos cargos mais altos das Forças Armadas, que recebem até R$ 50 mil mensais. Para evitar protestos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) autorizou a abertura de negociações com a classe.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, líderes de associações da categoria se reuniram no Palácio do Planalto com o chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos. Também compareceram parlamentares e a alta cúpula dos ministérios da Defesa, da Economia e da Casa Civil.

Para o governo, de acordo com a publicação, o encontro foi necessário para acalmar os ânimos dos praças, que ameaçaram protestar com panelaços na frente dos palácios presidenciais.

Interlocutores do grupo, os senadores Major Olímpio (PSL-SP) e Izalci Lucas (PSDB-DF) estimularam protestos afirmando que o Planalto “enrolava” e “tripudiava” sobre militares de baixa patente. Izalci chegou a ameaçar deixar a vice-liderança do governo no Congresso se os praças não fossem atendidos.

O Ministério Público de Contas pede a suspensão do aumento dos “penduricalhos” à elite militar em função da crise econômica provocada pelo novo coronavírus e pela dificuldade para o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 aos mais afetados pela pandemia.

Uma lei sancionada em maio proibiu reajustes no funcionalismo até 2021, mas o aumento dos adicionais às Forças Armadas foi aprovado antes e escapou do congelamento. Até 2024, a despesa com os “penduricalhos” se aproximará de R$ 8 bilhões anualmente, diz o jornal.

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