Dólar recua atento a tensão entre EUA e China e atinge R$ 5,35

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O mercado também reage aos números de atividade da China no qual, apesar de apontar crescimento da economia no segundo trimestre

O dólar comercial opera em queda frente ao real, após oscilar na abertura dos negócios, acompanhando o exterior que digere os números mistos de atividade da China e dos Estados Unidos, enquanto seguem atentos ao noticiário quanto a relação comercial entre norte-americanos e chineses, além dos números do novo coronavírus.

Às 10h10 (de Brasília), a moeda norte-americana operava em queda de 0,61% no mercado à vista, cotada a R$ 5,351 para venda, enquanto o contrato para agosto caía 0,39%, a R$ 5,354.

O mercado externo reage aos números de atividade da China no qual, apesar de apontar crescimento da economia no segundo trimestre, com alta de 3,2% do PIB na comparação com o mesmo trimestre de 2019 e avanço de 11,5% ante o trimestre anterior, o consumo apontou recuperação lenta no mês passado com as vendas no varejo tendo queda de 1,8% ante junho de 2019. Nos Estados Unidos, porém, as vendas subiram 7,5% no mês anterior ante maio.

A equipe econômica do Bradesco avalia que os dados conjunturais mostram que a recuperação da China continua ganhando tração, depois dos impactos da pandemia, observados principalmente em janeiro e fevereiro.

“Do lado da demanda, cuja recuperação é comparativamente mais lenta do que a da oferta, os dados reforçam a melhora já apontada nos indicadores de importação. A retomada da economia global tende a contribuir adicionalmente para a aceleração do crescimento chinês no segundo semestre, considerando-se as exportações”, comenta.

O analista da corretora Mirae Asset, Pedro Galdi, pondera que o temor de uma segunda onda de contaminação da Covid-19 nos Estados Unidos e em algumas partes do mundo, além da tensão entre norte-americanos e chineses, voltam a impactar o mercado hoje.

Os analistas do Bradesco acrescentam que esses fatores impõem cautela aos negócios, revertendo parte dos ganhos da semana. “Enquanto em relação aos dados da economia chinesa, investidores parecem dar mais peso à surpresa negativa com as vendas do varejo de junho, ainda que o resultado do PIB tenha surpreendido positivamente”, destacam.

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