Rússia convoca cúpula ‘urgente’ sobre o Irã para evitar ‘confronto’ na ONU

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Putin propõe uma cúpula on-line de sete participantes dos membros permanentes do CSNU, Alemanha e Irã, enquanto os EUA planejam estender o embargo de armas.

O presidente russo, Vladimir Putin, propôs uma cúpula online com os Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China, Alemanha e Irã em uma tentativa de evitar “confronto e escalada” nas Nações Unidas, onde Washington está tentando estender um embargo de armas a Teerã.

“A questão é urgente”, disse Putin em um comunicado na sexta-feira, acrescentando que a alternativa era “apenas uma nova escalada das tensões, aumentando o risco de conflito – tal cenário deve ser evitado”

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que está aberto a participar da  cúpula virtual de sete eventos  proposta por seu homólogo russo sobre o embargo de armas ao Irã.

“Confirmamos nossa disponibilidade em princípio”, disse o Palácio do Eliseu em um comunicado. “Já tomamos iniciativas com o mesmo espírito no passado.”

Os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU anunciarão na sexta-feira o resultado da votação de uma resolução redigida pelos EUA para estender a proibição de armas. Diplomatas dizem que está fadado ao fracasso, colocando em risco o destino de um acordo nuclear de 2015 entre o Irã e as potências mundiais.

Se os EUA não tiverem sucesso, eles ameaçaram provocar o retorno de todas as sanções da ONU contra o Irã usando uma cláusula do acordo nuclear, conhecida como snapback, embora Washington tenha desistido do acordo em 2018.

Diplomatas dizem que os EUA podem tentar fazer isso já na próxima semana.

Putin disse que a Rússia, que é aliada do Irã na guerra civil síria, continua totalmente comprometida com o acordo nuclear e que o objetivo de uma cúpula por vídeo seria “delinear medidas que permitam evitar o confronto e a escalada da situação no Conselho de Segurança “.

Ele também disse que os líderes poderiam discutir o estabelecimento de “segurança confiável e medidas de fortalecimento da confiança no Golfo Pérsico”, acrescentando que isso poderia ser “alcançado se combinarmos a vontade política e a abordagem construtiva de todos os nossos estados e dos estados da região”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer negociar um novo acordo com o Irã que o impediria de desenvolver armas nucleares e limitaria suas atividades na região e em outros lugares. Ele apelidou o acordo nuclear de 2015 – alcançado pelo governo Obama – de “o pior acordo de todos os tempos”.

O embargo de armas da ONU, que já dura 13 anos, deve expirar em outubro sob o acordo de 2015 que impede Teerã de desenvolver armas nucleares em troca do alívio das sanções.

Diplomatas alertam que, se os EUA desencadearem um retrocesso das sanções, o processo será difícil e confuso. Eles dizem que vários países argumentariam que Washington legalmente não poderia ativar um retorno das sanções e, portanto, simplesmente não iria reimpor as medidas ao Irã.

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