Cruzeiro vence Figueirense por 1 x 0 e segue 100% na Série B

Compartilhe

Time celeste somou três pontos e chegou à nona posição no campeonato

Mesmo sem jogar bem, o Cruzeiro alcançou a terceira vitória na Série B do Campeonato Brasileiro ao fazer 1 a 0 sobre o Figueirense, neste domingo, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. O gol foi marcado pelo meia Maurício, aos 45min do primeiro tempo, em bela finalização da meia-lua após disputa acirrada pela bola na grande área.

Com o resultado, o time celeste manteve 100% de aproveitamento e deu salto na classificação, saindo do 19º para o nono lugar, com três pontos. Vale lembrar que o Cruzeiro a competição com seis pontos negativos devido a uma punição na Fifa pela dívida de 850 mil euros (R$ 5,4 milhões) com o Al Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, pela contratação por empréstimo do volante Denílson, em julho de 2016.
Na próxima quinta-feira (20), às 21h, a Raposa volta ao Mineirão, onde enfrentará a Chapecoense, pela quarta rodada. Já o Figueirense, penúltimo colocado, com um ponto, sairá para duelar com o Sampaio Corrêa, às 16h30 desta quarta (19), no estádio Castelão, em São Luís-MA.

O jogo

Enderson Moreira não pôde repetir a escalação da vitória sobre Guarani (3 a 2) porque o lateral-esquerdo Giovanni e o volante Jean sentiram desgaste muscular. Em entrevista à TV Globo, ele explicou que foi “forçado” a fazer as mudanças. Os escolhidos para ocupar as respectivas vagas foram Patrick Brey e Stênio. Assim, o Cruzeiro se posicionou no tradicional 4-2-3-1 para enfrentar o Figueirense.

Em começo razoável, o time celeste por pouco não marcou aos 8min. Patrick Brey colocou força no cruzamento, Régis conseguiu o domínio na ponta direita, driblou o marcador e bateu forte para boa defesa de Sidão. Marcelo Moreno tentou aproveitar o rebote, mas acabou atrapalhado pelo zagueiro Alemão e, em seguida, cometeu falta no goleiro alvinegro.
A supremacia da Raposa foi diminuindo aos poucos, sobretudo pelos erros de passe dos volantes Jadsom e Ariel Cabral e da falta de sintonia do quarteto formado por Stênio, Régis, Maurício e Marcelo Moreno. Em cima disso, o Figueirense se soltou no jogo, explorando os ataques pelo lado direito com o atacante Keké, nas costas de Patrick Brey.
Aos 36min, Keké conduziu a bola em velocidade, deixou Maurício para trás e tocou a bola em direção ao experiente Marquinho, de 34 anos, ex-Fluminense e Roma, da Itália. O camisa 10 dominou a redonda livre de marcação e tentou buscar o canto direito de Fábio, porém tirou demais e errou o alvo. Aos 41min, houve repeteco da jogada anterior: Marquinho recebeu de Keké e concluiu muito mal, por cima da meta, ao chutar de primeira.

Na etapa inicial, o Figueirense havia contabilizado dez finalizações, enquanto o Cruzeiro somava apenas duas. Na terceira, saiu o primeiro gol celeste, do meia Maurício, aos 45min. Ele soltou a bomba de pé esquerdo, na entrada da área, após lance esquisito em que vários atletas celestes e alvinegros brigaram pela posse de bola. Houve, inclusive, “um corta-luz” do árbitro Eduardo Thomás de Aquino Valadão no passe de Ariel Cabral.

O comentarista de arbitragem Márcio Rezende de Freitas, da TV Globo, afirmou que o gol de Maurício seria anulado caso a Série B contasse com o auxílio do árbitro de vídeo (VAR). O especialista entendeu que houve toque de mão do atacante Marcelo Moreno no momento em que ele disputou bola com Alemão. Na continuidade do ataque, Stênio recuperou a bola, Cabral ajeitou, e Maurício chutou na gaveta.
No intervalo, Enderson Moreira tirou Jadsom, que já havia recebido cartão amarelo, e colocou Filipe Machado, cuja característica principal é o controle de bola no meio-campo. Aos 11min, ele queimou mais duas alterações: saíram Cacá (com dores) e Régis, entraram Marllon e Claudinho.

Se o primeiro tempo já não havia sido bom no ponto de vista técnico, a qualidade da etapa complementar caiu ainda mais. As duas equipes falharam bastante no acabamento de jogadas no último terço do campo, provocando sensações de bate-rebate em ambos os lados. O Figueirense arriscou de fora da área com Diego Gonçalves, que levou a bola para o meio e mandou por cima. O Cruzeiro também recorreu a esse fundamento, sem sucesso, com Filipe Machado.
Em chance rara no segundo tempo, Maurício poderia ter feito o segundo dele aos 37min, porém perdeu o ângulo ao entrar na grande área e parou no goleiro Sidão. Após desperdiçar a oportunidade, o Cruzeiro foi pressionado pelo Figueirense, mas conseguiu sustentar a vantagem que não apenas lhe tirou da zona de rebaixamento, como fez dar grande salto na classificação da Série B.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *