Tony Gel designará relator para ação contra Joel e Clarissa

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Na última vez que a Comissão de Ética foi acionada na Assembleia Legislativa, segundo o atual presidente do colegiado, deputado Tony Gel, Guilherme Uchoa, já falecido, ainda era presidente da Casa. Ontem, o PSOL, a partir das codeputadas Juntas e do presidente estadual do partido, Severino Alves, protocolou um pedido de instauração de procedimento administrativo contra o deputado Joel da Harpa e outro contra a deputada Clarissa Tércio, reativando, assim, as atividades do colegiado. Como a coluna cantara a pedra, já havia expectativa na Alepe, desde anteontem, de que uma representação formal fosse feita em relação aos deputados que se envolveram em manifestação, na porta do Cisam, no último domingo, contra a interrupção da gravidez de uma criança, de 10 anos, que vinha sendo estuprada pelo tio e teve aborto legal realizado, conforme decisão da Justiça do Espírito Santo. Pelo regimento, é preciso dar entrada com essas representações na Mesa Diretora. Passando pelo aval da presidência e havendo procedência, será aberto um procedimento, será designado relator, conforme explica Tony Gel, haverá auscultas e espaço dado ao contraditório. Até ontem, o emedebista ainda não havia tido acesso aos pedidos do PSOL. “A gente vai abrir procedimento, escolher um relator. Mas, se foi protocolado, ainda não chegou para mim”, ponderou Tony Gel à coluna, acrescentando que o andamento deve levar tempo. Até a segunda-feira, nenhuma provocação formal havia sido feita, mas o presidente da Casa, Eriberto Medeiros, já havia conversado com Tony Gel, que também é vice-presidente da Comissão de Constituição Legislação e Justiça da Casa, sobre o assunto, conforme antecipamos. Os dois já avaliavam a possibilidade de ter havido quebra de decoro, motivo das ações, agora, movidas pelo PSOL.

O que faltava
Tony Gel já havia sido consultado pelas Juntas na última segunda-feira, mas preferiu não se precipitar em qualquer avaliação. Na CCLJ, deputados haviam cobrado posição formal da Casa. Mas, nas coxias, se dizia que, para isso, seria necessário haver provocação formal, o que se concretizou por iniciativa do PSOL. Também estiveram no Cisam, no momento da manifestação, Alberto Feitosa e Cleiton Collins. Mas as ações das Juntas miram Clarissa Tércio e Joel da Harpa e são ancoradas em vídeos e outros registros.

Decoro > As ilegalidades atribuídas a Joel da Harpa e a Clarissa Tércio coincidem em quase tudo: obstrução da entrada do Cisam; barulho em frente ao hospital; incitação da população para a invasão do hospital; tentativa de impedir uma medida legal e judicial; ausência do uso de máscara e a contrariedade à legislação. No caso do progressista, consta ainda a veiculação ilegal de informação sigilosa.

André vai a Paulo > Um dia depois de externar à coluna que o fato de o pré-candidato da Frente Popular ser João Campos “facilita” a permanência do PSD na aliança, André de Paula foi, ontem, ao Palácio das Princesas. Almoçou com Paulo Câmara e com o secretário da Casa Civil, José Neto e, naturalmente, a disputa eleitoral foi à pauta. O PSD deve anunciar o apoio até a semana que vem.

Fiscal > O debate sobre os impactos da reforma tributária nos municípios com Rodrigo Maia, com o relator, Aguinaldo Ribeiro, e com  Baleia Rossi, contou ainda com Silvio Costa Filho, a convite da CNM.

Reação > Diferente do que a coluna colocou ontem, o presidente da CCLJ na Alepe é Waldemar Borges. Tony Gel é vice-presidente do colegiado. Waldemar tachou de “barbárie” e “retrocesso civilizatório” o ato protagonizado pelos colegas, defendeu reação e repúdio.

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