PGR pede informações ao MPRJ sobre supostos pagamentos da JBS a Wassef

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A PGR (Procuradoria-Geral da República) vai pedir informações ao MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) sobre supostos pagamentos feitos pela JBS ao advogado Frederick Wassef entre 2015 e 2020. Os R$ 9 milhões em transações, reveladas ontem pela revista Crusoé, foram identificados pelo MP por meio de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Os registros dos pagamentos vieram à tona durante investigação do MPRJ sobre a relação de Wassef, ex-advogado de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), e o ex-assessor do senador, Fabrício Queiroz — que, em junho, foi encontrado na casa do advogado em Atibaia (SP) e agora cumpre prisão domiciliar.

Questionada pela Crusoé, a JBS não respondeu a que se referem esses repasses. Se forem verificadas irregularidades, esses pagamentos poderão reforçar os indícios de omissão nos acordos de colaboração premiada dos donos da JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista.

Também procurado pela revista, Wassef não se manifestou.

As delações foram firmadas em 2017, quando Rodrigo Janot ainda estava à frente da PGR. O atual procurador-geral da República, Augusto Aras, já se manifestou favoravelmente à rescisão dos acordos — e, neste momento, é contra uma eventual renegociação com os irmãos Batista.

Aras diz não ter participado de nenhuma das conversas que trataram de uma repactuação do acordo da JBS com envolvimento de Wassef. Todas as solicitações de audiência que chegam ao gabinete do PGR são direcionadas para os procuradores que atuam na matéria: José Adonis Callou de Araújo Sá, José Bonifácio Borges de Andrada e, mais recentemente, Lindôra Maria Araújo.

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