Por que a vacina da gripe não protege por muito tempo

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Uma vacina da gripe não nos tornará imunes para todo o sempre, contra esses patógenos virulentos. Devido a esse motivo, é preciso estar constantemente regularizando essas vacinas. Para que o organismo receba anticorpos necessários para sobreviver a esses ataques.

Por que a imunidade adquirida com a vacina da gripe desaparece?

Em um estudo publicado recentemente na revista Science, pesquisadores podem ter descoberto o motivo pelo qual algumas vacinas não tem um efeito a longo prazo. De acordo com o artigo, existe uma célula chave, escondida na região medular, que é ativada após a vacinação. Por isso, a imunidade será enfraquecida com o passar dos dias.

Assim, a vacina para combater a gripe não poderá apresentar uma eficácia em 100%, uma vez que estamos falando de um microrganismo que sofre excessivas mutações. No entanto, existe também algumas vacinas que fornecem uma grande proteção para o corpo, elas são: sarampo, rubéola e difteria.

vacina da gripe

Estudos nessa área tiveram início em 1996. Foi quando Rafi Ahmed, um imunologista da Emory University School of Medicine, conseguiu localizar um tipo de célula B que estava na medula óssea, que esse pesquisador soube qual era o seu papel. No geral, células B de um organismo produzem anticorpos que conseguem fazer uma ligação com o vírus, afim de desativá-los.

Essa espécie celular é também conhecida como célula plasmática da medula óssea (BMPCs). Um outro tipo de célula B presente no organismo são aquelas capazes de possuir memória. Assim, esse tipo célula fará um reconhecimento após ser atacada novamente pela mesma espécie de vírus. Ativando assim, os anticorpos que foram produzidos ou induzidos por meio da vacina da gripe.

Pesquisas passadas que fazem sentido no presente

Ainda em 1996, Ahmed e seus colegas descobriram que alguns BMPCs conseguem viver por um longo período. Caso isso seja realmente comprovado, as vacinas passariam a ter esse tipo celular em sua composição, fazendo com que a imunidade durasse por mais tempo no corpo humano, quem sabe, talvez até para sempre.

Pesquisas passadas que fazem sentido no presente

Ainda em 1996, Ahmed e seus colegas descobriram que alguns BMPCs conseguem viver por um longo período. Caso isso seja realmente comprovado, as vacinas passariam a ter esse tipo celular em sua composição, fazendo com que a imunidade durasse por mais tempo no corpo humano, quem sabe, talvez até para sempre.

Porém, mesmo se tratando de uma metodologia complicada, alguns pesquisadores falam sobre a importância que foi esse projeto. Segundo ino Rappuoli, cientista-chefe da GlaxoSmithKline Vaccines, “o trabalho de Rafi é ótimo e pioneiro”. Para Mark Slifka, imunologista do Centro Nacional de Pesquisa de Primatas do Oregon, “o estudo ajuda a definir o cenário curto e ruim da vacina contra a gripe”.

Desde a criação da vacina da gripe em 1940, sua fabricação é feita usando adjuvantes. Onde eram misturadas amostras de vírus da gripe mortos com um composto a base de água e óleo chamado de “Freud incompleto”. Essa mistura trouxe inúmeros efeitos colaterais e acabou sendo banida. Logo após, foram usadas somente as proteínas de superfície viral para combater o vírus no sistema imune.

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