Turquia está enviando tanques para perto da fronteira com Grécia

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A Turquia está deslocando tanques da província de Hatay, no sudeste do país, para a província de Edirne, que faz fronteira com a Grécia, no contexto das tensões no Mediterrâneo Oriental.

A agência turca IHA informou, com referência a fontes militares, que o Exército turco está transportando por via férrea cerca de 40 veículos de combate.

Anteriormente o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, anunciou que tanto a Grécia como a Turquia concordaram em manter conversações no quadro da organização para reduzir o risco de uma nova escalada de tensões.Todavia, a agência de notícias estatal grega AMNA disse que fontes diplomáticas em Atenas refutam a afirmação de Stoltenberg.

As tensões aumentaram após o navio de exploração Oruc Reis, da Turquia, iniciar pesquisas para potencial extração de hidrocarbonetos em uma área marítima que a Grécia afirma ser parte de sua Zona Econômica Exclusiva.

Em resposta à Turquia, Atenas colocou seus militares em alerta máximo e protestou na União Europeia (UE) e na Organização das Nações Unidas (ONU).

O ministro do Exterior alemão, Heiko Maas, afirmou que a Alemanha cogita discutir possíveis sanções contra a Rússia pelo envenenamento do líder  oposicionista russo Alexei Navalny.

“Se nos próximos dias a Rússia não ajudar a esclarecer o que aconteceu, seremos obrigados a discutir uma resposta com nossos aliados”, disse o ministro, em entrevista publicada neste domingo (06/09) pelo jornal Bild am Sonntag (BamS), acrescentando que quaisquer sanções devem ter efeitos “bem direcionados”.

Maas afirmou também que o governo russo é um dos principais interessados em “resolver este grave crime” e “comprovar com fatos” que não tem envolvimento no ataque.

Navalny, de 44 anos, está em coma, internado no Hospital Universitário Charité de Berlim desde 22 de agosto. Ele havia passado mal durante um voo na Rússia dois dias antes.

O governo alemão afirmou na quarta-feira que exames toxicológicos comprovaram “de modo inequívoco” que Navalny foi envenenado com um agente neurotóxico do chamado grupo novichok. O veneno foi desenvolvido por cientistas soviéticos na década de 70.

Moscou nega responsabilidade pelo ataque. O ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, afirmou que Berlim ainda tem que compartilhar o que encontrou com procuradores russos.

Neste domingo, o governo russo insinuou, através de uma postagem em mídia social, que a Alemanha está atrasando intencionalmente as investigações do caso Navalny, ao não responder um pedido das autoridades russas realizado em 27 de agosto. “Prezado senhor Maas, se o governo alemão leva a sério o que diz, deveria estar interessado em responder a uma solicitação do Ministério Público russo o mais rápido possível”, escreveu no Facebook a porta-voz do Ministério do Exterior russo. “Até agora não temos certeza se a Alemanha não está jogando um jogo duplo”, acrescentou ela.

Na entrevista ao BamS, primeira vez o ministro vinculou o caso Navalny ao projeto conjunto nortd Stream2, para fornecimento de gás russo à Alemanha através do Mar Báltico. Berlim até agora evitava associar o incidente com o opositor russo à iniciativa. “Não espero que os russos nos obriguem a mudar nossa posição em relação ao Nord Stream 2”, disse Maas.

Ao mesmo tempo, Maas advertiu que uma paralisação do gasoduto, cuja construção está em estágio avançado, também prejudicaria empresas alemãs e europeias. “Quem reivindica isso deve estar ciente das consequências. Mais de 100 empresas de 12 países europeus estão envolvidas no Nord Stream 2, cerca de metade delas, da Alemanha.”

Maas disse que há “várias indicações” de que a Rússia esteja por trás do envenenamento. “A substância mortal com a qual Navalny foi envenenado já foi encontrada nas mãos das autoridades russas”, argumentou. “Apenas um pequeno número de pessoas tem acesso ao novichok, e este veneno foi usado pelos serviços secretos russos no ataque contra o ex-agente Serguei Skripal”, disse o ministro, referindo-se a um ataque em 2018 ao ex-agente duplo e a sua filha na cidade inglesa de Salisbury.

Os Skripals passaram dias em coma antes de se recuperarem, mas a residente local Dawn Sturgess morreu após pegar um frasco de perfume descartado, supostamente usado para transportar o veneno.

O caso Navalny é apenas o mais recente no que Berlim vê como uma série de provocações do presidente russo, Vladimir Putin.

O envenenamento ocorre um ano após o assassinato em plena luz do dia de um ex-comandante rebelde checheno em um parque de Berlim, que os promotores alemães acreditam ter sido ordenado pela Rússia.

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