Deputados federais, decidiram protocolar um projeto para sustar a Política Nacional de Educação Especial

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Assim que a Política Nacional de Educação Especial recebeu o aval do presidente Jair Bolsonaro, entidades e representantes do ensino inclusivo começaram uma discussão crítica.

Entre eles, um grupo de deputados federais, que decidiu protocolar um projeto para sustar a Política Nacional de Educação Especial. Os participantes defendem que o decreto assinado por Bolsonaro nesta quinta-feira (1) segrega crianças e jovens com deficiência.

“A inclusão é o melhor caminho para o desenvolvimento dos estudantes com deficiência”, afirmou o deputado Felipe Rigoni, autor do projeto.

O foco da nova política de educação especial prevê a criação de instituições de ensino voltadas especificamente para atender alunos com deficiência. Além disso, de acordo com o texto, haverá a possibilidade de escolha se estudantes desejam estudar na escola bilíngue, com ensino de LIBRAS ou na convencional.

A saber, em 2008, que prevalecia a matrícula de alunos deficientes nas turmas em escolas regulares. Ou seja, juntamente com todos os estudantes. Em contrapartida, como meio de auxiliar o aprendizado, teria que haver apoio especializado para atender cada caso.

Entretanto, a atual política assinada por Bolsonaro não possui essa iniciativa de promover a inclusão, apesar do texto apontar que a educação especial deve ocorrer “preferencialmente na rede regular de ensino”.

“Essa nova política de educação especial valida as matrículas em escolas especiais, além de possibilitar segregação dentro da própria escola regular, com as classes especiais previstas”, argumenta Luiza Correa, uma das coordenadoras do Instituto Rodrigo Mendes.

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