Falta d’água deve afetar mais de 60 bairros do Rio e da Baixada Fluminense até sexta-feira

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A Cedae publicou ontem novas listas com o planejamento de rodízio de abastecimento de água para os próximos dias. De acordo com a listagem, 25 bairros do Rio de Janeiro e outros quatro municípios da Baixada Fluminense podem ser afetados nesta quinta-feira. Na sexta-feira, o número de localidades em que pode faltar água na capital chega a 40, e três cidades também correm o risco de sofrer com os transtornos.

Ontem, a Cedae anunciou que 22 bairros da capital e oito de três cidades da Baixada Fluminense ficariam sem água ou com abastecimento irregular ontem por conta de problemas na Elevatória do Lameirão, que só devem ser solucionado às vésperas do Natal. Mas regiões que não estavam listadas pela companhia, que decidiu fazer um rodízio entre as áreas que vão ser prejudicadas, também foram afetadas, tanto na capital quanto na Região Metropolitana.

A aposentada Dilza Alves da Silva, de 66 anos, que mora no Centro de São João de Meriti, na Baixada, está dependendo a ajuda de vizinhos para conseguir água.

— Não tenho condições de comprar água. Fico preocupada com essa situação em plena pandemia, período no qual é preciso aumentar os cuidados com a higiene. Não tem água até para fazer coisas simples, como escovar os dentes — desabafa a dona de casa.

Ontem, o diretor-presidente da Cedae, Edes Fernandes de Oliveira, acenou para a possibilidade de que quem se sentir lesado pela falta d’água poderá pedir ressarcimento da conta e de gastos com carro-pipa. A dona de casa Monique Martiniano da Silva, de 34 anos, também moradora do Centro de Meriti, dnão acreditra na possibilidade de reembolso.

— Os mais pobres serão sempre os prejudicados. Como iremos reclamar da conta d’água? Seremos obrigados a pagar e a chance de receber esse dinheiro de volta é quase zero. O certo seria a Cedae disponibilizar carros-pipa para os mais necessitados — ponderou Monique, mãe de uma bebê de 2 anos e de um menino de 12.

Moradora de uma vila na Rua Ipiranga, em Laranjeiras, na Zona Sul, a gerente de vendas Camilla Fant contou que o abastecimento estava irregular e que a pouca água que chegava estava barrenta. Segundo ela, cerca de 20 casas e um pequeno prédio da região ficaram sem receber água entre os dias 24 e 28. Desde então, o abastecimento está irregular.

— As bombas não têm nem força para puxar a água. Acredito que a água está vindo com menos volume, não está entrando na vila, está passando direto — conta Camilla.

Procurada pelo EXTRA, a Cedae informou que “está organizando procedimento para que, a partir da próxima semana, clientes que moram nas áreas afetadas pelo serviço na Elevatória do Lameirão, que não possuem medidor de consumo e que se sentiram prejudicados, possam dar entrada no processo administrativo e solicitar a revisão de suas contas”. A nota diz que soncumidores com medidor de consumo têm a cobrança feita pela leitura do hidrômetro, ou seja, “daquilo que foi efetivamente consumido e medido pelo equipamento”.

Com informações Extra

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