Hospital das Clínicas de BH se prepara para ‘explosão’ de casos de Coronavírus em janeiro

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A unidade de saúde já tem observado o aumento de casos nas últimas semanas

Mais de 800 pessoas com suspeita ou confirmação de contágio pelo novo coronavírus foram atendidas no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) por mais de 5 mil profissionais de saúde desde o mês de março deste ano, quando a pandemia começou. 

De acordo com o doutor Alexandre Rodrigues Ferreira, gerente de atenção à saúde do Hospital das Clínicas, nas últimas semanas foi observada uma tendência de aumento dos casos e por isso a unidade se prepara para um possível explosão de casos em janeiro.

“Tem observado um aumento da demanda de internações na enfermaria e na unidade de terapia intensiva. Temos que lembrar que estamos ainda vivendo uma pandemia e que esse aumento dos casos nos alerta para necessidade de aumentar os cuidados em relação a prevenção. O hospital tem visto nas últimas semanas um aumento de casos positivos que estão demandando internação.”

Ferreira diz que a maior dificuldade do hospital tem sido manter a capacidade de atendimento, mesmo com o aumento de demanda. “Manter leitos exclusivos para pacientes com casos suspeitos ou confirmados e manter essa capacidade instalada. Ela tem as suas dificuldades, a gente tem que manter todo um cuidado em relação à entrada, cuidado do paciente, a paramentação e cuidado da equipe que presta assistência e lembrar que essa equipe também adoece, ela pode se contaminar e acaba que isso impacta no número de leitos. O grande desafio é manter a capacidade de atender desses pacientes, que demandam maior tempo de internação, então o sistema de saúde não pode colapsar.”

O gerente ressalta ainda que é importante manter as medidas de saúde para que os casos da doença parem de subir. “Todos devem se cuidar, manter distanciamento, manter o uso das máscaras, nós temos que vencer essa guerra com o cuidado. Tem que ser um ano diferente, que todos confraternizem de forma online em pequenos grupos, não mais do que 8 pessoas, todos com cuidado, distanciamento, em ambiente aberto, com curtas durações, justamente para preservar a saúde da nossa família. Não podemos facilitar, não podemos baixar a guarda.”

Com informações Rádio Itatiaia

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