Lojistas de BH pedem a Kalil que não determine novo fechamento do comércio

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A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) é contra o fechamento do comércio da capital mineira em janeiro. Nesta quarta-feira (30/12), o prefeito Alexandre Kalil (PSD) se reúne com os médicos do Comitê de Enfrentamento à COVID-19 para definir os rumos da cidade no combate à pandemia. Cerca de 24 horas antes do encontro, contudo, os empresários divulgaram nota solicitando a manutenção das atividades comerciais no primeiro mês de 2021.

Segundo a CDL-BH, a reabertura das lojas não é responsável pelo aumento das contaminações pelo novo coronavírus na cidade. Os indicadores que norteiam o cenário da doença na capital também subiram. Os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), por exemplo, superaram a marca de 80% nessa segunda (28).

“Desde o processo de reabertura, iniciado gradualmente no início de agosto, o comércio, em sua ampla e imensa maioria, tem adotado todos os protocolos sanitários exigidos para os devidos cuidados com a saúde dos trabalhadores, consumidores e da população de modo geral. Uso de máscara, disponibilização de álcool em gel, atendimento sem aglomeração de pessoas é o que temos visto nos estabelecimentos que voltaram a abrir suas portas”, diz a nota da Câmara de Dirigentes Lojistas.

O setor teme que novo recuo na flexibilização impacte negativamente a economia belo-horizontina. “O comércio é o responsável por 72% do Produto Interno Bruto (PIB) em nossa capital e gera mais de um milhão de empregos”, argumentam os empresários.

Levantamento feito pela CDL-BH aponta que 68,2% dos estabelecimentos comerciais faturaram menos no Natal deste ano que no mesmo período de 2019. “Um novo fechamento agora com certeza irá interromper o processo de recuperação de milhares de estabelecimentos, que, às custas de muito trabalho, criatividade e inovação, estão conseguindo se manter de pé”, defende o grupo.

Prefeito fez alerta

No último dia 18, Kalil já havia alertado sobre os riscos de disseminação da COVID-19 neste fim de ano. O prefeito disse que “cartão de plano de saúde não significa vacina”, chamando a atenção para a ocupação de leitos na capital mineira.

“Quero dizer ao pessoal da caminhonete cabine dupla que cartão de saúde não é vacina. Aconselho que todos que acham a que o cartão de plano de saúde é vacina, que consultem os hospitais particulares que eles frequentam para ver a situação desses hospitais particulares, que estão estrangulados, fechando portas para paciente”.

Ao todo, Belo Horizonte já registrou 61.825 casos confirmados e 1.839 mortes por COVID-19. De acordo com o Executivo municipal, há, ainda, 102 falecimentos sob investigação.

Com informações Estado de Minas

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