Cientistas criam tecnologia para evitar que um asteróide colida com a Terra

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Uma equipa de cientistas está a construir uma tecnologia para ajudar a evitar o cenário catastrófico em que um asteróide penetra a superfície da Terra e coloca em risco a Humanidade.

A tecnologia, que está a ser construída por uma equipa da Universidade Técnica de Riga, na Letónia, poderá um dia impedir que os asteróides colidam com o nosso planeta. Segundo o Interesting Engineering, os temporizadores de alta precisão, que já estão a rastrear satélites, são feitos à mão no laboratório da startup Eventec.

Este ano, a empresa assinou um contrato com a Agência Espacial Europeia (ESA) para desenvolver cronómetros capazes de estudar a possibilidade de redirecionar um asteróide antes que se aproxime demasiado da Terra.

A ESA irá, assim, colaborar na operação DART (Double Asteroid Redirection Test), também chamada AIDA (Asteroid Impact and Deflection Assessment), da NASA.

A agência espacial norte-americana vai enviar, no dia 22 de julho de 2021, uma missão lançada por um foguete Falcon 9, da SpaceX, com destino ao asteróide duplo Didymos, com o objetivo de atingir o mais pequeno, de 150 metros de diâmetro, de forma a desviá-lo do seu curso atual.

Os cronómetros da Eventech estão a ser desenvolvidos para a missão de acompanhamento HERA, programada para um lançamento cinco anos após a missão de colisão cósmica da NASA. O objetivo é determinar se o impacto desviou o asteróide da sua trajetória.

A tecnologia faz parte da tradição espacial desta nação báltica – uma ex-república da URSS que liderou o início da corrida espacial -, que remonta aos tempos em que o satélite Sputnik foi lançado em 1957.

Os dispositivos da Eventech medem o tempo necessário para que um pulso de luz alcance um objeto e retorne. O instrumento consegue registar medidas de tempo de um picossegundo, o que permite que sejam convertidas em medidas de distância com uma precisão que não excede os dois milímetros.

Pavels Razmajes, diretor de operações da Eventech, informou à AFP que o laboratório produz cerca de um dúzia destes cronómetros por ano. Os instrumentos são depois vendidos a observatórios de todo o mundo.

Apesar de serem usados a partir da Terra, a empresa está a trabalhar num dispositivo de medição para missões no Espaço profundo, que permitirá que diferentes objetos interplanetários sejam seguidos de uma sonda espacial em movimento.

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