EUA tem novo recorde alarmante com quase 4.000 mortes por Covid em um dia

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Os números continuaram a se acumular a um ritmo alarmante nos Estados Unidos, o país com o maior número de mortos do mundo, com mais de 360.000.

Os Estados Unidos relataram um registro diário de mortes de Covid-19 e o número de mortes oms,no Brasil ultrapassou a marca desoladora de 200.000 na quinta-feira, com novos surtos do coronavírus diminuindo as esperanças de uma trégua da pandemia em breve.

Aumentos bruscos nos casos em todo o mundo levaram as autoridades a impor uma série de novos bloqueios e outras restrições, mesmo com dezenas de países implementando os primeiros estágios das campanhas de vacinação saudadas como a luz no fim do túnel.

A China impôs medidas de emergência para enfrentar um surto na cidade de Shijiazhuang, no norte, enquanto Tóquio iniciou um estado de emergência de um mês na sexta-feira, pedindo às empresas na capital japonesa que parem de servir bebidas alcoólicas às 19h e que os residentes fiquem em casa depois 20:00.

Canadá e Líbano ordenaram toques de recolher noturnos, enquanto a Organização Mundial da Saúde advertiu que as nações europeias precisam intensificar os esforços para lidar com uma nova cepa mais contagiosa do vírus que surgiu pela primeira vez na Inglaterra.

A situação difícil dos países que lutam para controlar o vírus é importante para além de suas fronteiras, disse a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

“O fato é que ninguém está seguro até que estejamos todos seguros”, disse.

“A natureza deste vírus significa que o mundo só pode ser tão forte quanto o mais fraco sistema de saúde.”

O surto global não mostra sinais de diminuir, com quase 1,9 milhão de pessoas morreram em todo o mundo e 87 milhões de casos confirmados.

Sequela de show de terror?

Os números continuaram a se acumular a um ritmo alarmante nos Estados Unidos, o país com o maior número de mortos do mundo, com mais de 360.000.

Os EUA registraram um recorde de 3.998 mortes nas últimas 24 horas, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

O Brasil, país com o segundo maior número de mortes, por sua vez registrou o segundo maior número de mortes diárias – 1.524 – a caminho de ultrapassar a marca de 200.000 pessoas mortas pelo vírus.

A situação deve piorar muito no Brasil antes de melhorar, alertou Paulo Lotufo, epidemiologista da Universidade de São Paulo.

“Eu nem sei como vamos passar de janeiro”, disse ele à AFP.

“Muitos profissionais de saúde estão exaustos. As pessoas tiveram que lidar com muito sofrimento”.

O Brasil agora está vendo lembretes desconfortáveis ​​dos piores dias da pandemia.

Na cidade de Manaus, na floresta amazônica, o sistema de saúde está novamente sendo empurrado para o limite, ecoando cenas assustadoras em abril passado de valas comuns e cadáveres empilhados em caminhões refrigeradores.

Enquanto as autoridades posicionavam caminhões refrigerados pela segunda vez, um tribunal ordenou no sábado que o governo estadual fechasse negócios não essenciais por 15 dias.

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