Bolsonaro consegue importante vitória na Câmara e no Senado para reeleição de 2022

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O Congresso do Brasil elegeu dois aliados do presidente Jair Bolsonaro para chefiar o Senado e a câmara baixa, uma importante vitória do líder de extrema direita que busca revigorar seus esforços de reeleição para 2022.

Arthur Lira dos Progressistas (PP) venceu no primeiro turno para presidente da Câmara dos Deputados por 302 votos em 513. Anteriormente, Rodrigo Pacheco, dos Democratas (DEM), foi eleito presidente do Senado com 57 dos 81 votos.

Bolsonaro elogiou os resultados no Twitter, postando fotos suas com os novos líderes do Congresso.

Ele se envolveu pessoalmente nas batalhas de liderança em ambas as casas do legislativo, procurando melhorar suas relações problemáticas com o Congresso e evitar os 61 pedidos de impeachment que enfrenta.

Os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, eleitos por seus colegas para mandatos de dois anos, são os principais guardiões da política brasileira, com poder de decidir qual legislação será votada.

O orador da câmara baixa também tem o poder de aceitar ou arquivar moções para destituir o presidente – o que não é pouca coisa para o líder apelidado de “Trunfo Tropical”, que acumulou dezenas de moções no meio de seu mandato de quatro anos.

Lira prometeu “neutralidade” na liderança da Câmara e pediu um minuto de silêncio para homenagear as vítimas da COVID-19.

Bolsonaro, que atualmente não tem partido político, tem lutado para aprovar uma legislação no Congresso

Ele venceu as eleições em 2018 com o apoio do setor empresarial, prometendo levar adiante um programa de privatizações buscando usar os votos da liderança para reforçar sua influência no Congresso, Bolsonaro fez uma aliança com uma coalizão conhecida como “Centrao”, ou “grande centro”, um grupo frouxo de partidos cuja prioridade tradicionalmente é ganhar acesso a cargos no governo.

Nova posição no Congresso

O principal desafio para Lira veio de Baleia Rossi, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), candidata apoiada pelo ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

Maia tem uma relação tensa com Bolsonaro e reagiu furiosamente quando outros legisladores de seu partido o desafiaram a apoiar Lira.

De acordo com diversos jornais brasileiros ele teria ameaçado usar seu último dia na cadeira de orador para abrir um processo de impeachment contra Bolsonaro, antes de voltar atrás, mas negou totalmente. “Eu nunca disse que ia dar (andamento ao processo). Vocês (da imprensa) ficam ouvindo as pessoas e não confirmam comigo”, disse o presidente após a reunião de líderes que definiu os cargos a serem disputados pelos partidos na eleição da Mesa Diretora, que ocorreu às 19h desta segunda.

A votação poderia ter se estendido até a madrugada de terça-feira se nenhum dos candidatos tivesse obtido pelo menos 257 votos de um total de 513.

A posição de Bolsonaro no Congresso deve dissipar, por enquanto, o clamor crescente por seu impeachment dos críticos que fizeram 60 pedidos para destituí-lo, principalmente por sua forma de lidar com a pandemia de coronavírus que matou cerca de 224.000 brasileiros.

Pacheco, do partido democrata de centro-direita, prometeu buscar um meio-termo entre restrições fiscais e assistência aos brasileiros socialmente vulneráveis ​​atingidos pela pandemia.

Ele também disse que não daria prioridade à privatização da Eletrobras, a maior empresa de serviços públicos da América Latina e uma das maiores vendas potenciais de ativos do governo, já que trabalha para reduzir o déficit fiscal.

Apesar de uma recessão profunda e do segundo surto de COVID-19 mais mortal do mundo, as pesquisas de opinião mostram que Bolsonaro retém seu apoio central de um terço do eleitorado.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) lidera em todos os cenários da corrida presidencial para 2022. O levantamento realizado pelo Instituto Paraná de Pesquisas foi divulgado na manhã de sexta-feira, 29. Em primeiro turno, Bolsonaro fica na frente de todos os possíveis opositores. Em um possível segundo turno, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, seria o único a empatar tecnicamente com o presidente. Nos outros cenários, Bolsonaro vence todos os candidatos. Na projeção de segundo turno, o instituto apresentou os nomes do presidente Jair Bolsonaro, do ex-ministro Sergio Moro, de Ciro Gomes (PDT), do apresentador Luciano Huck do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e do ex-presidente Lula (PT).

Seu apoio popular, junto com uma crescente disposição para discutir a tradicional negociação de cavalos no Congresso, o ajudou a garantir uma base política de legisladores de centro-direita.

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