Bolsonaro chama Lula de ‘bandido de 9 dedos’ que pretende vencer eleições ‘na fraude’

Compartilhe

O presidente Jair Bolsonaro chegou a cavalo na Esplanada dos Ministérios, nesta tarde, e participou de uma manifestação organizada por ruralistas em apoio ao governo. De cima de uma carreta, o presidente repetiu os discursos que têm feito contra a política de distanciamento adotada por gestores locais durante a pandemia, ameaçou impedir restrição de atividades e chamou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “bandido de nove dedos” que pretende vencer eleições “na fraude”.

Diante de gritos de apoio da plateia, Bolsonaro acusou governadores e prefeitos de destruírem empregos e disse que o povo não pode “assistir passivamente” às medidas.

“Os governadores destruíram empregos com a política sem comprovação científica do fique em casa”, bradou o presidente. “Não ousem confrontar ou roubar a liberdade do nosso povo. Vocês têm todo direito de ir e vir, de crença e de trabalhar. Acabou este tempo. Isso não voltará a acontecer”.

Bolsonaro admitiu que o país vive dificuldades, como alta da “inflação e o preço do combustível”, e garantiu estar buscando soluções. Ele argumentou que o país estaria em piores condições se tivesse no poder um presidente do PT, e citou a situação da Venezuela e da Argentina, que têm hoje líderes de esquerda.

“Tiraram da cadeia o maior canalha do Brasil e deram direito a concorrer”, afirmou, chamando Lula também de “bandido de nove dedos”.

O petista apareceu à frente de Bolsonaro nas últimas pesquisas de intenção de voto em 2022. Para o presidente, porém, Lula só vencerá “na fraude”.

A manifestação na Esplanada foi marcada ainda por críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à CPI da Covid. Os populares entoaram gritos de “Renan vagabundo”, em referência ao relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL); e de “eu autorizo”, frase que serve de apoio aos pedidos de Bolsonaro por uma sinalização para medidas arbitrárias durante a pandemia.

O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, também discursou durante a manifestação e garantiu que as “Forças Armadas estão prontas” para garantir que todos tenham direito de trabalhar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *