Alexandre de Moraes arquiva investigação sobre visita de Bolsonaro na embaixada da Hungria
O ministro do supremo Alexandre de Moraes concluiu que não há provas suficientes que confirmem que o ex-presidente Jair Bolsonaro procurou asilo na Embaixada da Hungria, em Brasília, em fevereiro deste ano.
Essa possibilidade foi considerada depois que o ex-presidente se hospedou no local entre os dias 12 e 14 daquele mês, logo após ter seu passaporte apreendido em uma operação da Polícia Federal na qual ele é investigado.
No entanto, para o juiz, não foi comprovada a intenção de sair do Brasil. “Não existem elementos concretos que indiquem efetivamente que o investigado pretendia obter asilo diplomático para fugir do país e, consequentemente, prejudicar a investigação criminal em andamento”, destaca o magistrado.
Além de arquivar a petição contra Bolsonaro, Moraes também determinou que o ex-chefe do Executivo continue proibido de deixar o país e de manter contato com os investigados no complô golpista contra o processo eleitoral de 2022.
A Procuradoria-Geral da República também se manifestou sobre o caso e afirmou que a estadia de Bolsonaro na embaixada não configurou violação das medidas cautelares impostas pelo Supremo.
A decisão foi recebida com entusiasmo pela defesa do ex-presidente, que nega veementemente qualquer violação das restrições impostas pelo STF e afirma que o ex-mandatário sempre se mostrou colaborativo em relação às investigações.
“Não havia razão para sequer cogitar a possibilidade de buscar asilo político, uma vez que, quatro dias antes da visita à embaixada húngara, foram emitidas várias ordens de prisão preventiva e cautelares, deixando claro que não havia elementos mínimos para supor a iminência de uma inesperada ordem de prisão preventiva”, afirmaram os advogados Paulo Cunha Bueno, Fabio Wajngarten e Daniel Tesser, em comunicado.