Alexandre de Moraes suspende julgamento de Bolsonaro após manifestação da PGR

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A justiça eleitoral começou esta terça-feira a julgar se o ex-presidente do Brasil, o Jair Bolsonaro, cometeu outras três irregularidades durante a campanha eleitoral do ano passado, num processo que poderá levar a uma nova inabilitação política durante oito anos.

São três ações contra o ex-presidente e ex-vice-presidente Walter Braga Netto por suposto abuso de poder político e uso indevido da mídia em busca de sua reeleição, diante das eleições que acabou perdendo para o esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ouviu a defesa, o acusador e o Ministério Público Eleitoral (MPE). A sessão foi suspensa até a próxima terça-feira, quando os juízes começarão a votar.

Especificamente, os casos referem-se a uma ligação ao vivo que Bolsonaro fez duas semanas antes das eleições, a partir da biblioteca do Palácio da Alvorada (residência presidencial em Brasília), para apresentar propostas eleitorais e pedir votação .

As outras duas causas se devem a outra ligação ao vivo que o presidente fez a partir do Palácio do Planalto presidencial, e na qual pediu o voto para ele e seus aliados; além de uma coletiva de imprensa que ofereceu no mesmo local, dias antes do primeiro turno com artistas e governadores para apresentar seus novos aliados.

Se condenado, Bolsonaro poderá ficar inelegível por oito anos, até 2030, pela segunda vez.

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