Ataque de drone atinge base dos EUA na Síria 

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A base militar de al-Tanf, no sul da Síria, foi atingida por vários drones armados na manhã de segunda-feira, e os militares dos EUA não relataram vítimas. A base, usada por forças americanas e aliadas, bem como por militantes antigoverno sírios, já foi atacada antes, com Washington culpando o Irã pelos ataques.

De acordo com a Operação Inherent Resolve, a missão liderada pelos EUA na Síria, a base foi atingida por “um ataque de vários sistemas aéreos não tripulados” logo após o amanhecer de segunda-feira. As forças da coalizão impediram o impacto de um dos drones, enquanto um segundo detonou dentro da parte da base operada por militantes sírios patrocinados pelos EUA.

A detonação resultou em “zero baixas ou danos relatados”, disseram os EUA, enquanto outras tentativas de ataques “não foram bem-sucedidas”.

Al-Tanf está situado a apenas 24 quilômetros da fronteira da Síria com o Iraque, em um trecho do deserto sírio controlado por milícias que se opõem ao presidente Bashar Assad. A região está ocupada por forças americanas e aliadas desde 2016 e ainda abriga um pequeno contingente de tropas americanas e um grupo maior de militantes sírios.

Damasco considera ilegal a presença dos EUA em al-Tanf e, juntamente com a Rússia, pediu a retirada total das forças americanas de lá. 

O ataque à base ocorreu horas depois que a mídia estatal síria informou que aviões israelenses lançaram uma série de ataques aéreos contra alvos perto da capital, Damasco, e da cidade costeira de Tartus, que abriga uma base naval russa. Israel não comentou os ataques, enquanto a agência de notícias SANA disse que três soldados foram mortos e outros três ficaram feridos.

Não está claro quem executou o ataque a al-Tanf, ou se o ataque com drone foi planejado como vingança pelos ataques israelenses anteriores. Al-Tanf, no entanto, já foi alvejado dessa maneira antes. 

Um caça britânico derrubou um drone perto da base em dezembro passado, dois meses depois que uma enxurrada de foguetes e drones deixou a instalação severamente danificada. Os militares dos EUA culparam as milícias xiitas apoiadas pelo Irã pelo ataque. 

A situação militar no sul da Síria é complexa, marcada por alianças e objetivos sobrepostos. Tanto a Rússia quanto a coalizão dos EUA entraram na Guerra Civil Síria para derrotar o grupo terrorista Estado Islâmico (EI, antigo ISIS). Com quase todos os ganhos militares e territoriais do EI desde 2014 revertidos, os EUA continuam aliados a grupos rebeldes, enquanto a Rússia se juntou aos combates a convite do governo Assad. Damasco considera ilegal a presença dos EUA no país.

Acredita-se que o Irã patrocine vários grupos armados que se opõem aos rebeldes pró-EUA.

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