Ato de Bolsonaro na Paulista pela anistia contará com forte presença política; saiba detalhes

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Uma manifestação agendada para o próximo domingo (7) na Avenida Paulista, em São Paulo, em defesa da anistia para os indivíduos presos em decorrência dos eventos de 8 de Janeiro, já conta com a confirmação de participação de pelo menos três governadores. Os chefes do executivo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), todos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), são esperados no ato. Os três já se posicionaram publicamente a favor da concessão de perdão judicial aos detidos pelos atos de vandalismo ocorridos em Brasília.

A situação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), permanece incerta. Apesar de não ter comparecido ao recente evento em Copacabana, Caiado já manifestou seu apoio à proposta de anistia através de vídeos divulgados em suas redes sociais. A dúvida sobre sua presença no domingo coincide com o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República, que ocorrerá hoje em Salvador (BA).
Inicialmente, Bolsonaro havia expressado a expectativa de contar com a presença de seis governadores, sem especificar seus nomes. Em declarações à imprensa no dia 26 de março, o ex-presidente declarou ter “tudo acertado com Tarcísio” e previu a participação de “pelo menos 6 governadores” e “mais de 50 parlamentares”, reforçando a continuidade da “luta”.
O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), não estará presente na manifestação da Paulista. Sua assessoria informou que ele estará em viagem aos Estados Unidos no domingo, embora tenha agendado um almoço com Bolsonaro para esta sexta-feira (5) em Curitiba. Os governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Mauro Mendes (União Brasil), de Mato Grosso, ainda não confirmaram se participarão do evento.

Vale ressaltar que, além de Caiado e Ratinho Jr., Romeu Zema é também cogitado como um possível candidato à Presidência em 2026. Tarcísio de Freitas é frequentemente apontado como um dos principais nomes do bolsonarismo para o Palácio do Planalto, apesar de negar a intenção de concorrer e afirmar que buscará a reeleição em São Paulo. Jair Bolsonaro, inelegível até 2030, mantém sua insistência em ser candidato e afirma que não pretende “passar o bastão” para outros.

Diversos outros aliados políticos também devem marcar presença no ato, incluindo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), deputado André do Prado (PL), além de senadores e deputados federais. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também confirmaram sua participação na manifestação, que tem o pastor Silas Malafaia entre seus organizadores.

Nos dias que antecederam o evento, Michelle Bolsonaro intensificou a mobilização. Após não comparecer ao ato em Copacabana, ela e outras figuras da direita, como as deputadas Bia Kicis (PL-DF), Caroline de Toni (PL-SC) e Rosana Valle (PL-SP), e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), divulgaram vídeos vestindo camisetas com a frase “anistia já!” escrita em batom, buscando aumentar a adesão ao ato de domingo na Avenida Paulista. A expectativa é de uma grande concentração de público para a manifestação que tem como objetivo pressionar pela concessão de clemência aos presos relacionados aos eventos de 8 de Janeiro.

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