Bolsas pelo mundo tem queda massiva, após tarifaço global de Trump
As tarifas recíprocas impostas na quarta-feira pelo presidente dos EUA, Donald Trump, desencadearam um colapso no mercado.
Os futuros do Dow Jones despencaram 2,7% e os futuros do S&P 500 3,9%, enquanto os futuros do NASDAQ 100 caíram 4,7%, de acordo com a mídia dos EUA.
As ações das principais empresas de tecnologia também foram afetadas. A Apple registrou o declínio mais acentuado, fechando com queda de 6% no pregão da quarta-feira. Isso está relacionado às tarifas de 34% impostas à China, país de onde a empresa obtém a maior parte de sua receita.
Enquanto isso, a Nvidia, que fabrica chips e monta seus sistemas de inteligência artificial em territórios também afetados pelas medidas de Trump, como Taiwan, caiu cerca de 4%, enquanto a empresa de veículos de Elon Musk, a Tesla, despencou 4,5%. Outras empresas afetadas incluem Alphabet (empresa controladora do Google), Amazon, Meta* e Microsoft.
Bolsas desabam na Europa
Na Europa, as bolsas de valores apresentavam quedas generalizadas. O Euro Stoxx 50, índice que agrupa 50 das maiores empresas do continente, registrava um recuo aproximado de 3%. Já na Ásia, os mercados também encerraram o pregão em baixa.
Os maiores declínios eram observados nas bolsas da Alemanha, França e Holanda, com outros mercados europeus acompanhando a tendência negativa.
Abaixo estão os desempenhos de alguns dos principais índices acionários da União Europeia, por volta das 9h45:
- 🇩🇪 DAX (Alemanha): queda de 2,29%;
- 🇫🇷 CAC 40 (França): redução de 3,00%;
- 🇮🇹 Itália 40 (Itália): baixa de 2,62%;
- 🇪🇸 IBEX 35 (Espanha): recuo de 1,51%;
- 🇳🇱 AEX (Holanda): diminuição de 2,56%.
Fora do bloco europeu, o Reino Unido também sofria impactos negativos, com o FTSE 100, seu principal índice, registrando queda de 1,40%, no mesmo horário. Isso ocorre em meio às tarifas de 10% aplicadas por Trump aos produtos britânicos. Na Suíça, onde as tarifas decretadas por Trump atingiam 31%, o índice SMI apresentava uma queda ainda mais acentuada de 1,94%.
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Quedas nos mercados asiáticos
Os principais mercados asiáticos também registraram perdas logo após a abertura na quinta-feira. O índice de referência Nikkei 225 do Japão caiu pelo menos 4%, o KOSPI da Coreia do Sul despencou 2,7% e o Hang Seng de Hong Kong perdeu 2,4%.
Ibovespa apresenta alta
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira B3, apresenta alta, contrariando a tendência global.
Os especialistas explicam que o Brasil enfrentou tarifas mais baixas em comparação com outros parceiros comerciais dos Estados Unidos. Além disso, as tarifas elevadas decretadas por Trump podem beneficiar os exportadores brasileiros, que podem conquistar maior presença em novos mercados.
Enfraquecimento do dólar
A incerteza sobre as consequências das medidas de Trump levou a uma fuga de capitais para portos seguros, o que levou ao fortalecimento do ouro e do iene japonês.
O dólar também foi afetado. O índice, que mede a moeda em relação a seis outras moedas, atingiu 102,98, seu nível mais baixo desde meados de outubro, relata a Reuters.
Nas negociações após o anúncio do presidente dos EUA, o iene se fortaleceu em relação ao dólar, subindo 1,3%, enquanto o franco suíço atingiu seu nível mais alto em quatro meses: 0,8754 por dólar. O dólar australiano caiu 0,49% e o dólar neozelandês caiu 0,2%.
Aumento do preço do ouro
Enquanto isso, o ouro, que vem subindo nos últimos meses em meio às políticas comerciais agressivas de Trump, aumentou 0,67%, para US$ 3.147 a onça.
Durante a cerimônia do “Dia da Libertação”, Trump anunciou tarifas recíprocas que afetarão quase todos os países, com taxas variando de 10% a 49% . Entre os países afetados estão a China, com 34%, a União Europeia, com 20%, e o Vietnã, com uma das maiores taxas, 46% .
Especialistas acreditam que as novas tarifas podem levar a uma guerra comercial global, além de prejudicar o crescimento econômico e desacelerar o comércio global.
