Bolsonaro e mais 7 aliados viram réus em decisão unânime do STF

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados foram formalmente acusados de tentativa de golpe após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou por unanimidade a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, destacou que a denúncia detalhou de forma clara e coerente os fatos criminosos atribuídos aos acusados. Ele também enfatizou a gravidade dos atos ocorridos em 8 de janeiro, classificando-os como uma “guerra campal” e não como um simples “passeio no parque”. Moraes citou evidências como a minuta de um decreto que previa a instalação de um estado de exceção no país, reforçando a participação de Bolsonaro na trama.

O ministro Flávio Dino rebateu a ideia de que os atos golpistas foram inofensivos, afirmando que “golpe de Estado mata”, mesmo que as consequências não sejam imediatas. Ele também fez referência ao filme “Ainda Estou Aqui”, vencedor do Oscar, para ilustrar os impactos de regimes autoritários.

Já o ministro Luiz Fux afirmou que a tentativa de golpe é um crime consumado e ressaltou a gravidade dos fatos narrados na denúncia. A ministra Cármen Lúcia classificou os eventos como “gravíssimos” e alertou para a necessidade de barrar ações que ameaçam a democracia. Por fim, o ministro Cristiano Zanin reforçou que a denúncia está embasada em diversas provas, como documentos e vídeos, e não apenas em delações premiadas.

Com a decisão unânime, Bolsonaro e seus aliados agora enfrentam um processo judicial por tentativa de golpe de Estado.

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