Bolsonaro X Lula no 2º turno: Confira quem já declarou apoio aos candidatos a presidente

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Quatro dias após o primeiro turno das eleições no Brasil, a equipe do esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro se mobilizam freneticamente para conseguir o maior número de apoiadores para o segundo turno das eleições de 30 de outubro.  

A diferença entre Lula, 76, que venceu no domingo com 48,43% dos votos, e Bolsonaro, 67, que obteve 43,20%, foi de 6,18 milhões de votos.

Mais de 38 milhões de pessoas votaram em branco, nulo ou não votaram. Lula e Bolsonaro vão tentar colocá-los em seus respectivos tribunais para vencer nas eleições mais polarizadas da história do país.

Outro de seus objetivos serão os quase 10 milhões de eleitores que votaram em outros candidatos. 

Até agora, 14 dos 32 partidos políticos declararam apoio a Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT), e quatro a Bolsonaro, do Partido Liberal (PL). 

Embora o quadro pareça favorável a Lula, a verdade é que as quatro formações que apoiam a direita têm maior número de deputados e fazem parte do núcleo do ‘centro’, influente grupo de partidos conservadores no Congresso.

Outros 14 partidos ainda não foram definidos ou foram declarados neutros.

Ciro e Cardoso apoiam Lula

A senadora de centro-direita Simone Tebet e o de centro-esquerda Ciro Gomes, terceiro e quarto, respectivamente, no primeiro turno e que juntos respondem por 7,2% dos votos, o que significa 8,5 milhões de pessoas, declararam seu apoio a Lula.

“Lamento que a democracia brasileira tenha sido reduzida a tal ponto que os brasileiros ficam com duas opções, na minha opinião, insatisfatórias”, disse Gomes logo após o anúncio de sua formação, o Partido Demócrata Trabalhista (PDT). Gomes nem sequer mencionou o nome de Lula, de quem tem feito dura crítica nos últimos anos, o que, na opinião de analistas, sua posição não ajuda muito. 

De sua parte, Tebet disse: “Vou votar nele [Lula] porque reconheço seu compromisso com a democracia e a Constituição, não conheço o atual presidente”.

Outros apoiadores de destaque de Lula foram os do senador José Serra (PSDB) ou do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), líder histórico do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Governadores apoiam Bolsonaro

Enquanto isso, o presidente selou importantes acordos com os governadores dos três estados mais populosos : em São Paulo com Rodrigo Garcia – que já está fora da disputa – e em Minas Gerais e Rio de Janeiro com Romeu Zema e Cláudio Castro, respectivamente. Tanto Zema quanto Castro foram reeleitos no primeiro turno.

“Agora que o Brasil precisa avançar, acredito muito mais na proposta do presidente Bolsonaro do que na do adversário”, assegurou o governador de Minas Gerais, estado-chave nas eleições e que tem o segundo maior colégio eleitoral, atrás apenas de São Paulo . .

Desde a redemocratização do país, todos os candidatos que venceram as eleições venceram em Minas Gerais.  

O presidente também contou com o apoio de seu fiel aliado, o governador Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, e Ratinho Junior, do Paraná.

Além disso, o ex-juiz e senador eleito Sergio Moro (União do Brasil) foi a seu favor. “Contra o projeto de poder do Partido dos Trabalhadores, declarei meu apoio a Bolsonaro no segundo turno”, anunciou Moro, que como magistrado  prendeu Lula  no âmbito da Operação Lava Jato. 

O ex- procurador da operação Lava Jato Deltan Dallagnol (Podemos) declarou apoio à candidatura de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em vídeo publicado nas redes sociais horas após os resultados do 1º turno, Dallagnol citou os fatores que motivaram a decisão:

“Agora vou fazer oposição à candidatura do Lula ou ao seu governo por sete razões: mensalão, petrolão, aumento da violência, saque às estatais, defesa da censura, apoio a ditaduras e a maior crise econômica da história. No segundo turno meu voto vai ser em Bolsonaro, contra Lula e o PT. Nós precisamos unir o centro e a direita no Congresso em torno do combate à corrupção”, afirmou o ex- procurador.

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