Carla Zambelli é alvo de busca e apreensão pela PF e hacker é preso

Compartilhe

A Polícia Federal lançou a Operação 3FA e cumpriu nesta quarta-feira (2) orden judiciail contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e Walter Delgatti Neto, conhecido como hacker da Vaza Jato. Ele invadiu telefones de autoridades envolvidas na Operação Lava Jato no ano passado.

Segundo a GloboNews, há um mandado de prisão contra Delgatti e um mandado de busca e apreensão na casa e no escritório de Zambelli.

Segundo informações oficiais da Polícia Federal, foram expedidos cinco mandados de busca e apreensão, três ocorrem no Distrito Federal e dois em São Paulo. Há também um mandado de prisão preventiva.

O processo é denominado 3FA porque “a autenticação de dois fatores (2FA) é um método de segurança para gerenciamento de identidade e acesso que requer duas formas de identificação para acessar recursos e dados”, segundo a PF.

Como parte da investigação, a Polícia Federal investiga se Zambelli estava envolvido na invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para inserir documentos falsos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

“Os crimes apurados ocorreram entre 4 e 6 de janeiro de 2023, quando teriam sido inseridos no sistema do CNJ e possivelmente, de outros tribunais do Brasil, 11 alvarás de soltura de indivíduos presos por motivos diversos e um mandado de prisão falso em desfavor do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, diz a PF.

Nesta manhã de quarta feira, o ministro da justiça e da Segurança Pública, Flávio Dino confirmou a operação da PF.

“Em esforços contínuos para defender a constituição e da ordem jurídica, a Polícia Federal está cumprindo ordens judiciais relacionadas à interferência ou tentativa de invasões de sistemas informatizados do Poder Judiciário da União, com ataques às instituições”, escreveu ele.

Prisão Delgatti
Esta será a terceira prisão de Walter Delgatti. Ele foi preso pela primeira vez em 2019 pela Operação Spoofing, na qual a PF procurava uma “organização criminosa que praticava crimes cibernéticos”.

Em 2020, passou a responder livremente à invasão, obrigando-o a usar tornozeleira eletrônica e proibindo o uso da internet.

Em junho deste ano, ele foi preso novamente e acusado de sair de Campinas, interior de São Paulo, sem autorização da justiça. Era necessária autorização prévia para deixar a cidade, pois foi uma das precauções impostas quando ele foi preso em 2019.

Ele também informou à PF que tomou conta das redes sociais e do site de Zambelli, desrespeitando as condições da liberdade provisória. Dias depois, ele foi liberado e voltou a usar a tornozeleira eletrônica.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *