China condena declarações da Embaixada dos EUA no Brasil sobre o 5G da Huawei

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Os Estados Unidos são reconhecidos como o maior “império hacker” do mundo, o que “representa uma ameaça real à cibersegurança global”, afirma a Embaixada da China no Brasil.

A Embaixada da China no Brasil rejeitou neste sábado os comentários de um porta-voz da Embaixada dos Estados Unidos neste país sul-americano sobre a tecnologia 5G da Huawei, garantindo que a verdadeira intenção de Washington é difamar o gigante asiático para preservar o monopólio da tecnologia americana.

Na véspera, um porta-voz da sede diplomática dos Estados Unidos emitiu uma declaração no âmbito da visita ao Brasil do assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, na qual expressou a preocupação de Washington sobre o potencial papel da Huawei. Na infraestrutura de telecomunicações da Brasil, assim como em outros países do mundo.  

A este respeito, a Embaixada da China assegura que os ataques dos EUA à segurança da tecnologia 5G e às empresas do seu país são “maliciosos e sem fundamento”, e que o seu verdadeiro propósito é “difamar” Pequim e impedir as empresas chinesas de alta tecnologia a “preservar seus interesses egoístas da supremacia americana e do monopólio da ciência e da tecnologia.” O gigante asiático expressou seu forte descontentamento e protesto contra esse tipo de comportamento “que visa publicamente coagir outros países” e “sabotar” a parceria sino-brasileira.

EUA, o “império hacker”

O comunicado lembra que, nos últimos 30 anos, a Huawei construiu mais de 1.500 redes de telecomunicações em mais de 170 países e territórios, atendendo a mais de um terço da população mundial, sem ter sofrido “um único incidente de segurança”. “Na verdade, nenhuma evidência foi apresentada que apontasse para a existência de uma suposta ‘porta dos fundos’ nos produtos da empresa”, diz a Embaixada, observando que as soluções 5G da Huawei “são avançadas e seguras”, um fato. reconhecida pela maioria das operadoras do mundo. 

No Brasil, a empresa já gerou mais de 16 mil empregos em seus 22 anos de atuação no país, além de manter cooperação com mais de 500 empresas brasileiras e fornecer equipamentos para quase metade das redes de telecomunicações e 40% da rede central do país. , atendendo a 95% de sua população. Os produtos e serviços da Huawei “são altamente reconhecidos pelo mercado brasileiro”, lembra o comunicado.

Ao mesmo tempo, denuncia que os EUA são reconhecidos como o maior “império hacker” do mundo, que “representam uma ameaça real à cibersegurança global ” e que durante muito tempo realizaram atividades de vigilância cibernética e espionagem contra governos – inclusive seus aliados – empresas e indivíduos estrangeiros. 

“Sem qualquer base factual,” Washington “abusa de seu poder de Estado para difamar, por qualquer meio, as empresas chinesas de alta tecnologia”, lamenta a Embaixada, acrescentando que “este ato hegemônico flagrante foi e continua a ser amplamente criticado. Por. comunidade internacional “.

Em suma, a missão diplomática acredita que o Brasil proporcionará às empresas estrangeiras, incluindo as da China, regras de mercado segundo “os parâmetros de transparência, imparcialidade e não discriminação”, e que continuará a criar “um bom ambiente de negócios “para a cooperação econômica e comercial sino-brasileira.

NATO e a rede 5G

Sullivan, em visita ao Brasil, se reuniu nesta sexta-feira com o presidente Jair Bolsonaro para tratar de questões de segurança, incluindo a expansão da rede 5G no país latino-americano.

O encontro,  segundo a  Folha, é uma “nova pressão contra a participação de empresas chinesas na rede 5G brasileira”, para que o Brasil receba em troca o apoio dos Estados Unidos para ingressar na Organização do Tratado como parceiro global. (OTAN).

De fato, a mídia afirma que a entrada do gigante sul-americano na OTAN foi discutida entre Sullivan e o chefe da Defesa do Brasil, Walter Souza Braga Netto, e dependeria de as autoridades brasileiras  vetarem a participação da Huawei no futuro mercado de 5G  em seu território.

Para Washington, a presença de “provedores não confiáveis”, como a Casa Branca considera a Huawei e outras empresas chinesas na rede 5G, pode impedir a cooperação em defesa e segurança.

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