Começam as investigações para descobrirem os responsáveis pelos ataques a refinaria venezuelana

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O vice-presidente da Área Econômica da Venezuela, Tareck El Aissami, informou nesta quinta-feira que foi iniciada uma investigação aprofundada sobre o ataque desta terça-feira à planta número quatro da refinaria de Amuay, pertencente ao Centro de Refino de Paraguaná (CRP), localizado no estado Falcón (oeste).

El Aissami garantiu que há indícios de uma explosão com impacto interno e externa na estrutura da fábrica, ao explicar que a espessura das chapas de aço permite determinar a magnitude da explosão.

Este é um ato terrorista deliberado”, denunciou o vice-presidente da Área Econômica, Tareck El Aissami.

Pelos dados preliminares, presume-se o uso de um míssil remoto, lançado de um drone, o que deve ser confirmado pela investigação, para o qual foi nomeada uma comissão técnica de investigação, que está tentando apurar a origem do lançamento do míssel

O líder venezuelano lembrou que em 11 de setembro foi preso Hill Jhon, cidadão dos Estados Unidos, portando arma do tipo lança-granada (AT4) e material explosivo tipo C4, além de telefones via satélite e outras armas de guerra. 

O também Ministro do Petróleo revelou que no estado de Falcón foram registrados 87 atentados ao sistema elétrico, além de outros atos de sabotagem ao sistema hídrico associados às refinarias Amuay e Cardón, todos com a intenção de afetar os serviços empresas industriais que otimizam os serviços do CRP.

El Aissami destacou que “é um ato terrorista deliberado, devidamente planejado com crueldade para causar danos a objetivos estratégicos como esta usina, que afeta significativamente o funcionamento do Centro de Refino de Paraguaná”.

Ele também destacou que a Venezuela está produzindo combustíveis para atender a demanda nacional de gasolina e ao mesmo tempo está criando uma reserva. “Em outras palavras, estamos acumulando e economizando gasolina como parte das reservas necessárias para sustentar qualquer tipo de ação da extrema direita ou de qualquer grupo terrorista que busque desestabilizar a paz no país”, acrescentou.

A gasolina continuará sendo produzida pelos nossos trabalhadores em nossas refinarias, eles não vão nos parar, o que hoje busca desestabilizar não poderá prejudicar ainda mais a população, enfatizou.

Colômbia e Estados Unidos por trás dos ataques

Por sua vez, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou que o Governo da Colômbia e os órgãos de inteligência dos Estados Unidos (EUA) estão por trás dos ataques à refinaria de Amuay.

Quem comanda a Colômbia, ataca uma refinaria, não tem limites éticos ou morais … Álvaro Uribe e Iván Duque, que estão por trás desses ataques junto com as agências de inteligência dos Estados Unidos, não têm limites”, disse o chefe de estado venezuelano. durante um dia com a classe trabalhadora.

O presidente afirmou que “desde a Colômbia, com o conhecimento do presidente Iván Duque, se preparam planos para atacar as indústrias fundamentais, as refinarias, a indústria petrolífera da Venezuela”.

Da mesma forma, ele especificou que esses ataques são sinais de desespero para causar danos às instalações estratégicas do país. “Atacar os serviços básicos da população é considerado crime grave”, disse.

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