França entrega 100 milhões de euros em armas letais e não letais à Ucrânia

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Desde o início da operação militar da Rússia na Ucrânia, a França forneceu a Kiev “equipamentos de defesa letais e não letais no valor de 100 milhões de euros” (cerca de 105,2 milhões de dólares) e está planejando novos embarques, informou o Ministério  na segunda-feira.

As autoridades francesas detalharam que se trata de “equipamentos de proteção, equipamentos optrônicos, armas e munições, sistemas de armas que respondem às necessidades expressas pela Ucrânia”. “A França continuará a fornecer à Ucrânia capacidades militares adicionais, em resposta às necessidades expressas pelas autoridades ucranianas e em coordenação com nossos parceiros e aliados europeus para garantir a complementaridade de nossas ações”, diz o comunicado.

Além de armas, Paris teria fornecido a Kiev cerca de 615 toneladas de ajuda humanitária no valor total de 100 milhões de euros, incluindo medicamentos e equipamentos médicos, geradores para hospitais, abrigo e ajuda alimentar, resgate e combate a incêndios. Também despachou cerca de 50 veículos de emergência (ambulâncias e caminhões de bombeiros).

Da mesma forma, o Eliseu informou que 300 milhões de euros (cerca de 315,7 milhões de dólares) em empréstimos garantidos pelo Estado francês através da Agência Francesa de Desenvolvimento foram alocados como apoio orçamentário.

Ao mesmo tempo, como parte dos esforços para estabelecer a responsabilidade por crimes cometidos durante o conflito, as autoridades francesas enviaram uma equipe de especialistas forenses e um laboratório móvel para a Ucrânia. Entre outras medidas estão “um adiantamento da contribuição anual para o Tribunal Penal Internacional, no valor de 13 milhões de euros” (cerca de 13,6 milhões de dólares), “uma contribuição excepcional adicional de 500.000 euros” (cerca de 526.000 dólares) para o referido tribunal e “previsão de dois magistrados especializados e dez investigadores”.

No sábado passado, o presidente francês Emmanuel Macron assegurou em conversa telefônica com seu colega ucraniano, Vladimir Zelensky, que seu país continuará promovendo o envio de ajuda militar e humanitária a Kiev. O presidente, reeleito em 24 de abril, prometeu “trabalhar ativamente durante seu segundo mandato para restaurar a segurança e a integridade territorial da Ucrânia”, ao mesmo tempo em que mostra sua disposição de “contribuir para um acordo que ofereça garantias de segurança à Ucrânia”.

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