Golpe usa microchip em bombas de combustíveis para fraudar vendas no RJ

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Empresários do setor de combustíveis suspeitos de fraude são alvos de uma operação realizada nesta terça-feira (29). Segundo a Polícia Civil, responsável pela ação através da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), entre os postos investigados há pelo menos dois do Sul e da Costa Verde do Rio de Janeiro: um em Resende e outro em Angra dos Reis.

Um dos investigados é um empresário conhecido pelos apelidos de ’71’ ou ‘Rei do Chip’, em referência ao esquema de fraude. Além dele, a polícia também aponta o filho como integrante do grupo que mantém sociedade em uma empresa de informática especializada na fabricação e instalação de chips para adulterar bombas de combustível.

“Com a instalação desses chips em bombas de combustível, os veículos deixam de abastecer em média entre 7% e 15% do valor mostrado que realmente é pago pelos consumidores, aumentando não só o lucro do posto, mas também praticando outros crimes como de sonegação fiscal e crime contra as relações de consumo”, explica a Polícia Civil.

A polícia diz que o grupo aproveitou o esquema de fraude para obter lucros, compras de carros de luxo e até entrar para o ramo de postos de combustíveis. Pelos menos três postos eram administrados por eles em Irajá, Resende e Angra dos Reis. Somente um dos postos foi negociado pelo valor de R$1,8 milhão.

De acordo com o delegado André Rosa Leiras, titular da DDSD, a primeira fase da operação foi realizada para apreensão de materiais que colaborem no prosseguimento das investigações. “As investigações identificaram todo o esquema fraudulento, mas a gente precisa chegar na raiz dessa quadrilha. A partir dessas apreensões de celulares, computadores e documentos, a gente vai tentar identificar que fabrica esses chips. O principal objetivo é chegar nessas pessoas”, explicou.

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