Índia registra o primeiro caso da mutação da Covid-19 XE: o que se sabe sobre essa variante?

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O primeiro caso de XE, uma mutação da variante omicron do coronavírus, foi detectado esta quarta-feira em Bombaim, na Índia, segundo o Hindustan Times.

A nova cepa foi detectada em uma mulher de 50 anos que viajou da África do Sul para a cidade em fevereiro. O paciente assintomático não tinha comorbidades e estava em quarentena após ser diagnosticado quase um mês depois, informou o veículo.

O que é XE?

De acordo com especialistas, o XE é o híbrido de duas variantes de ômícrons BA.1 e BA.2. As primeiras indicações sugerem que o XE pode ser cerca de 10% mais transmissível do que outras mutações desta variante. 

Onde o XE foi detectado?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) observou que a recombinação XE (BA.1-BA.2) foi detectada pela primeira vez no Reino Unido em 19 de janeiro e que mais de 600 casos foram relatados e confirmados desde então.

Até o momento, o XE também foi detectado nos Estados Unidos, Tailândia e Nova Zelândia. A OMS disse que são necessários mais dados antes que possa fornecer mais informações sobre a mutação.

Quais são os sintomas do XE?

Dependendo do estado de vacinação e da imunidade adquirida em infecções anteriores, os sintomas e a gravidade do vírus covid-19 variam entre as pessoas.

Como a subvariante é nova, a situação pode mudar, mas atualmente não se acredita que XE apresente novos sintomas. Os mais relatados da variante original do omicron são muito semelhantes aos de um resfriado, especialmente em pessoas que foram vacinadas.

“As variantes recombinantes não são uma ocorrência incomum, especialmente quando existem várias variantes em circulação, e várias foram identificadas ao longo da pandemia até o momento”, disse  Susan Hopkins, consultora médica-chefe da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido. “Tal como acontece com outros tipos de variantes, a maioria morrerá relativamente rápido”, acrescentou.

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