Irã alerta ONU sobre Trump e diz que terá “consequências terríveis” se os EUA atacarem o país

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O Irã alertou as Nações Unidas na terça-feira sobre o que descreveu como “declarações imprudentes e inflamatórias” do presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçando o uso da força, e alertou que “qualquer ato de agressão terá consequências severas”.

Em uma carta ao Conselho de Segurança da ONU (CSNU), vista pela Reuters, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, fez referência a comentários feitos por Trump em entrevistas ao New York Post e à Fox News, nas quais ele falou sobre a preferência em fazer um acordo para impedir que Teerã obtenha uma arma nuclear em vez de bombardear o país.

“Essas declarações imprudentes e inflamatórias violam flagrantemente o direito internacional e a Carta da ONU”, escreveu Iravani ao conselho de 15 membros.

“A República Islâmica do Irã alerta que qualquer ato de agressão terá consequências severas, pelas quais os EUA assumirão total responsabilidade”, disse ele. “O Irã defenderá resolutamente sua soberania, integridade territorial e interesses nacionais contra qualquer ação hostil.”

Na semana passada, Trump restaurou sua campanha de “pressão máxima” sobre o Irã, que inclui esforços para reduzir suas exportações de petróleo a zero, a fim de impedir Teerã de obter uma arma nuclear. Ele também disse que estava aberto a um acordo e expressou disposição de conversar com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.

Pezeshkian questionou na segunda-feira a sinceridade dos Estados Unidos, enquanto Iravani escreveu em sua carta que a política dos EUA “reforça medidas coercitivas unilaterais e ilegais e aumenta a hostilidade contra o Irã”.

Iravani pediu ao Conselho de Segurança da ONU que condenasse a “retórica descarada” de Trump.

Desejos nucleares do Irã

O Irã negou querer desenvolver uma arma nuclear. No entanto, está acelerando “dramaticamente” o enriquecimento de urânio para até 60% de pureza, próximo ao nível de aproximadamente 90% para armas, disse o chefe do órgão de vigilância nuclear da ONU à Reuters em dezembro.

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