Manifestantes colocam fogo em carros, e ônibus e tentam invadir sede da PF em Brasília

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Um grupo de manifestantes tentou invadir a sede da Polícia Federal, em Brasília, e incendiou dezenas de carros e pelo menos cinco ônibus na noite desta segunda-feira em protesto contra a prisão de um indígena que participava de manifestações antidemocráticas. A polícia precisou usar balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, para tentar dispersar os manifestantes. O grupo revidava atirando paus e pedras em direção aos policiais. Ao menos uma pessoa ficou ferida no confronto.

Foram fechados os acessos a Esplanada dos Ministérios, Praça dos Três Poderes e outras vias da região central. A Polícia Militar também reforçou a segurança em torno do hotel onde o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está hospedado.

Após o indígena ser levado pela PF, cerca de 200 pessoas portando armas de madeira, foram para a frente da instituição para protestar e atiraram paus e pedras contra o prédio da PF. Vias próximas à sede da corporação, na área central de Brasília, foram fechadas. A Polícia Militar ajuda a fazer a segurança do prédio.

Enquanto a PF tentava afastar o grupo, alguns manifestantes passaram a vandalizar carros estacionados nas redondezas e atacaram um ônibus que passava pela avenida W3, próxima à sede da corporação, com pedradas, que atingiram passageiros. Veículos estacionados ao lado de um dos principais shoppings da cidade, em frente à sede da corporação, foram queimados.

Após a PF dispersar manifestantes, parte do grupo se dirigiu para uma área próxima onde o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, está hospedado. O local fica a menos de 2 km de onde houve a confusão. Como precaução, a PF reforçou a segurança na região e fechou a Esplanada dos Ministérios, via que dá acesso ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal.

O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, condenou os ataques pelas redes sociais. “Inaceitáveis a depredação e a tentativa de invasão do prédio da Polícia Federal em Brasília. Ordens judiciais devem ser cumpridas pela Polícia Federal. Os que se considerarem prejudicados devem oferecer os recursos cabíveis, jamais praticar violência política”, afirmou ele.

Prisão

Segundo o Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão temporária de José Acácio Serere Xavante, pelo prazo inicial de dez dias, pela suposta prática de condutas ilícitas em atos antidemocráticos. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República.

“Segundo a Polícia Federal, Serere Xavante teria realizado manifestações em diversos locais de Brasília, notadamente em frente ao Congresso Nacional, no Aeroporto Internacional de Brasília (onde invadiram a área de embarque), no centro de compras Park Shopping, na Esplanada dos Ministérios (por ocasião da cerimônia de troca da bandeira nacional e em outros momentos) e em frente ao hotel onde estão hospedados o presidente e o vice-presidente da República eleitos”, diz nota enviada pela Corte.

Ao pedir a prisão temporária, a PGR disse que ele vem se utilizando da sua posição de cacique do Povo Xavante para arregimentar indígenas e não indígenas para cometer crimes, mediante a ameaça de agressão e perseguição de Lula e dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

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