Ministro Raul Araújo vota contra a condenação de Bolsonaro
O Tribunal Superior Eleitoral retomou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (29). O primeiro a votar nesta sessão foi o ministro Raúl Araújo. O ministro julgou improcedente a ação e votou contra a inegibilidade do ex presidente. No momento é 1:1.
No início da justificação de seu voto, Araújo contrariou o relator a respeito da minuta .Para ele, conforme pedido da defesa de Bolsonaro, o documento não deveria entrar nesse processo.
Araújo também reitera que o judiciário não deve ter muita influência sobre o processo eleitoral. “A interferência da justiça eleitoral […]] só deve ser dado quando estritamente necessário para assegurar a soberania do sufrágio popular.”
Para Raul, o relator levou em conta elementos que iam além da denúncia: “A aferição dos atos de abuso deve ser feita com base em seus próprios contornos e não em desdobramentos”, disse o desembargador a respeito da justificativa de Benedito Gonçalves.
Sobre o encontro com os embaixadores que justificaram a repressão a Bolsonaro, Araújo afirmou que havia “fatos sabidamente falsos” que já haviam sido desmentidos. Destaca-se ainda que o evento teve caráter eleitoral, mas que também podem ser discutidos temas como o voto impresso, ao que o ex-deputado presidente disse: “Numa democracia não deve haver limites ao direito fundamental à dúvida. Cada cidadão é livre duvidar “.
Por fim, o ministro disse não haver “gravidade suficiente” para a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Resta votar os ministros Floriano de Azevedo Marques, André Ramos Tavares, Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Alexandre de Moraes.
Nesta terça-feira (27), Benedito Gonçalves votou pela cassação do ex-presidente por oito anos a partir de 2022. Segundo ele, Bolsonaro cometeu um grave erro de abuso da mídia ao transmitir uma reunião com conteúdo desacreditador do sistema eleitoral brasileiro. O ministro não assumiu a responsabilidade pelo ex-candidato à vice-presidência Braga Netto.