Município de SC registra a menor temperatura do Brasil em 2024: -7,2°C

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Neste domingo, o Brasil registrou a menor temperatura do ano, com -7,2°C em Urupema, Santa Catarina, de acordo com informações do Climatempo. Uma estação de monitoramento da Epagri/Ciram, órgão responsável por monitorar as condições climáticas no estado, registrou essa temperatura por volta das 6h.

A sensação térmica pode ter sido ainda mais baixa, chegando a menos de 10 graus negativos. Urupema também teve geada, e no Morro das Antenas, o ponto mais alto da região, a sensação térmica foi de 20 graus negativos. Outras cidades da região serrana catarinense, como São Joaquim (-5,6º), Urubici (-5,3º) e Fraiburgo (-3º), também registraram temperaturas negativas.

Esse frio intenso era esperado para este domingo, após a chegada de uma frente fria no Centro-Sul do país. A primeira frente fria do inverno quebrou uma sequência de dias quentes que se instalou no Brasil desde 5 de maio, principalmente na faixa central. Durante esse período, a umidade relativa do ar permaneceu muito baixa, com algumas regiões registrando índices abaixo de 20%.

No Sul, as mínimas foram de 9º em Florianópolis, 2º em Curitiba e 4º em Porto Alegre, segundo previsão do Inmet. Apesar das baixas temperaturas deste domingo, o frio deve durar pouco no Centro-Sul do país. A partir de terça-feira (2), a frente fria avança para o oceano e as temperaturas voltam a subir.

De acordo com o meteorologista Cesar Soares, apenas a região Sul está com uma condição de temperaturas mais baixas para o mês. O inverno deste ano será de temperaturas acima da média e pouca chuva. Outra frente fria está prevista para o fim da segunda quinzena de julho, e uma mais intensa é esperada na virada do mês para agosto. Dois fatores principais contribuem para essas temperaturas anormais e chuvas irregulares:

  1. Persistência dos bloqueios atmosféricos: Isso impede que um número significativo de massas de ar frio avance para o interior do país, resultando em extremos de calor, mesmo durante o inverno.
  2. Águas aquecidas do Oceano Atlântico: Essas águas interferem na atmosfera, alterando os padrões climáticos esperados para um inverno com influência do fenômeno La Niña, que geralmente traz frentes frias mais intensas para o Brasil12.

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