Netanyahu anuncia o adiamento da reforma judicial para evitar ‘guerra civil’
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou na segunda-feira uma pausa nas reformas judiciais polêmicas que tramitam no parlamento, após meses de comícios de rua que atraíram dezenas de milhares.
“Por um senso de responsabilidade nacional, por uma vontade de evitar uma ruptura entre nosso povo, decidi pausar a segunda e terceira leituras do projeto de lei”, disse ele à nação.
Ele acrescentou que adiaria a consideração do projeto de lei para a próxima sessão do parlamento, que começa na segunda quinzena de abril.
O presidente israelense, Isaac Herzog, pediu na segunda-feira a suspensão imediata do processo legislativo, um dia depois que Netanyahu demitiu seu ministro da Defesa, Yoav Gallant, por fazer uma exigência semelhante.
Isso provocou uma convocação de greve geral na segunda-feira do principal chefe sindical de Israel, Arnon Bar-David, mas ele cancelou a ação após o discurso de Netanyahu.
“Após o anúncio do primeiro-ministro, declaro o fim da greve”, disse Bar-David, presidente da confederação sindical Histadrut, em um comunicado.
Voos foram interrompidos, hospitais interromperam serviços não emergenciais e até diplomatas abandonaram o trabalho na segunda-feira.