Polônia envia mais tropas para a fronteira com Belarus

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Os militares poloneses se mobilizaram para reforçar a fronteira do país com a Bielo-Rússia, já que as tensões continuam a aumentar ao longo da fronteira. Varsóvia culpou a situação pelo aumento da migração e pela presença de agentes trabalhando para a empresa de defesa russa Wagner Group.

De acordo com um comunicado citado pela mídia local na terça-feira, o ministério da defesa polonês assinou um pedido de Tomasz Praga, chefe das forças de fronteira do país, para realocar mais mil soldados na fronteira polonesa-bielorrussa, citando a “situação dinâmica  lá.

Atualmente, existem cerca de 2.000 soldados estacionados na área.

O pedido de reforços veio depois que o vice-ministro do Interior polonês, Maciej Wasik, afirmou que a pressão migratória na fronteira polonesa com a Bielorrússia estava crescendo, alegando que o desenvolvimento seria impossível sem a cumplicidade dos guardas de fronteira bielorrussos.

Segundo Praga, cerca de 19.000 pessoas tentaram cruzar ilegalmente a fronteira este ano, em comparação com 16.000 em 2022.

A crise migratória na região surgiu pela primeira vez em 2021, quando a Bielorrússia emergiu como um importante ponto de trânsito para refugiados do Oriente Médio que tentavam chegar à UE. No entanto, o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, negou as acusações de que Minsk estava ajudando a aumentar o fluxo de refugiados para a Polônia.

Nas últimas semanas, as autoridades polonesas também sinalizaram preocupações sobre supostas tentativas de agentes do Wagner Group – que se mudaram para a Bielo-Rússia como parte de um acordo que pôs fim a um motim de curta duração na Rússia – de se infiltrar no país. Varsóvia também sugeriu que poderia acabar fechando a fronteira para evitar as supostas incursões.

As tensões nas fronteiras aumentaram ainda mais na semana passada, quando a Polônia alegou que dois helicópteros bielorrussos haviam violado seu espaço aéreo. Minsk negou a alegação, dizendo que forneceu a Varsóvia “dados detalhados” sobre voos de aeronaves que disse “confirmar a ausência de qualquer fundamento” para as acusações.

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