Temporal em Petrópolis: sirenes voltam a tocar, após alerta de mais chuva, enquanto número de mortos chega a 130

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O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, comparou a cidade de Petrópolis, da era colonial do Brasil, a uma zona de guerra depois que deslizamentos de terra e inundações mataram pelo menos 130 pessoas, com centenas de equipes de resgate ainda vasculhando os escombros.

“Vi uma destruição intensa. Parecia que tinha havido uma guerra”, disse

Bolsonaro após sobrevoar o desastre na cidade localizada nas montanhas ao norte do Rio de Janeiro que foi atingida por chuvas torrenciais.

Por volta das 16h20, a Defesa Civil acionou sirenes no primeiro distrito da cidade, após previsão de chuvas para a região.

Segundo a Polícia Civil, foram feitos 218 registros de desaparecimentos, mas não se sabe quantos desses já foram encontrados.

Com muitas pessoas ainda desaparecidas na sexta-feira, as autoridades disseram que o número de mortos deve aumentar ainda mais à medida que a região sofre com as chuvas mais fortes em quase um século.

“Estou aqui esperando encontrar minha esposa. Tenho certeza que ela está aqui. A vizinha de baixo disse que estava na sacada quando o deslizamento aconteceu”, disse Marcelo Barbosa, morador.

O chefe da Defesa Civil do Rio de Janeiro, Leandro Monteiro, está entre os mais de 500 socorristas, junto com vizinhos e parentes das vítimas que ainda procuram sobreviventes.

Moro aqui há 44 anos e nunca vi nada assim… Todos os meus amigos se foram, estão todos mortos, todos enterrados”, disse a moradora Maria José Dante de Araujo.

Bolsonaro prometeu assistência federal para ajudar a população e começar a reconstruir a área.

Foi a maior chuva registrada desde 1932 em Petrópolis, destino turístico da serra do estado do Rio de Janeiro, popularmente conhecida como a “Cidade Imperial” por ser o refúgio de verão da realeza brasileira no século XIX.

“Eu nem tenho palavras. Estou devastado. Estamos todos devastados pelo que perdemos, pelos nossos vizinhos, pelos nossos amigos, pelas nossas casas. E nós ainda estamos vivos, e os que já se foram”, questionou a moradora Luci Vieira dos Santos.

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