Terremoto assusta moradores do Paraguai, tremor foi sentido na capital Assunção

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“O tremor da noite passada teve seu epicentro na área de Villa Hayes a uma profundidade de dez quilômetros. Sentiu-se em Assunção, em várias cidades do Departamento Central e também na Cordilheira (…) É mais sentida em edifícios altos. Quanto mais alto, mais se sente”, explicou Rafael Fugarazzo, professor e pesquisador do Laboratório de Sismologia da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais da Universidade Nacional de Assunção (FACEN – UNA), em diálogo com Nuestra Mañana por La Unión.

Aliás, indicou que o Governo deve investir na ciência, fazendo especial referência à sismologia. “Você tem que começar a analisar e estudar, porque as pessoas ficam assustadas quando você tem esse tipo de evento”, disse ele, principalmente porque o Paraguai está localizado em pequenas fraturas de placas tectônicas e a infraestrutura não está preparada para suportar esse tipo de fenômeno. No entanto, reconheceu que como país “não estamos muito habituados” a viver este tipo de evento. “Estamos em uma zona bastante estável do ponto de vista sísmico. Temos terremotos de magnitude baixa a moderada”, comentou.

Nesse sentido, acrescentou que em nosso país são necessários mais sismógrafos, cujo valor gira em torno de US$ 1.500.000 cada um com equipamento completo. “Isso nos permitirá estudar os mecanismos que atuam abaixo do subsolo, seja uma falha, uma fratura ou qualquer outra coisa. Hoje não sabemos disso. Só especulamos (…) Precisamos de pelo menos três ou quatro sismógrafos na Região Leste e outros três pelo menos na Região Oeste”, disse.

Afirmou que, até agora, nenhum país conseguiu desenvolver uma ferramenta de “previsão” de terremotos, embora tenha realizado a implementação de um sistema de alarme para esses eventos.

O especialista lembrou que o último tremor percebido em nosso país foi em abril de 2020 na área de San Patricio, Departamento de Misiones, que havia sido de 3,3 na escala Richter. Pelo que está registrado, o terremoto mais forte detectado no Paraguai foi de 5,2 na área de Villa Hayes, ocorrido em 1982.

Além disso, Fugarazzo explicou que não há diferença entre terremoto e terremoto, afirmando que “têm a mesma definição”. “Em alguns países eles chamam de terremoto, nos Estados Unidos, por exemplo. Em outros, chamam de terremoto, mas são sinônimos”, destacou.

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