Tomamos uma decisão difícil, mas foi a melhor para Israel, diz Naftali Bennett

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Em comentários feitos após a decisão de dissolver o Knesset e convocar novas eleições, o primeiro-ministro Naftali Bennett elogia seu governo como um bom governo, pois salvou Israel de uma crise política prolongada, melhorou a segurança e o clima político do país, impediu um novo ataque nuclear ao Irã acordo e “aumentou a dignidade nacional”. Ele diz que desmontar o governo “não é um momento fácil”, mas é o movimento certo para o país.

“Há um ano, formamos um governo que parecia impossível, que interrompeu a grave paralisia da liderança”, diz ele em um comunicado televisionado. “Formamos um bom governo e juntos tiramos Israel da crise. Israel voltou a ser governado.”

“Nas últimas semanas, fizemos o que pudemos para salvar este governo, não para nós, mas para o benefício do país. Tive muitas conversas e entendi que se o Knesset não se dissolvesse em 10 dias, a segurança de Israel seria gravemente prejudicada”, diz ele, referindo-se ao fato de que as leis temporárias que aplicam a lei israelense aos colonos teriam expirado no final do mês, com os MKs da oposição e da coalizão rebelde se recusando a apoiar sua extensão.

“Ao contrário da oposição, que transformou a segurança de Israel em um peão político, eu me recusei a prejudicar a segurança de Israel nem por um dia”, diz ele.

Ele compara a situação ao julgamento bíblico do rei Salomão, no qual cada uma das duas mulheres afirmou ser a mãe de um bebê e o rei sugeriu cortar o bebê em dois para dar a cada mulher meio bebê, e então determinar que a mulher que não estava disposta a tolerar danos à criança era a verdadeira mãe. “Escolhemos ser a mãe que salva a vida do bebê”, diz Bennett.

Bennett chama o ministro das Relações Exteriores Yair Lapid – que se tornará primeiro-ministro na próxima semana – um “mensch que representa um grande público”, apesar das divergências ideológicas. Ele se compromete a “fazer tudo para que a transição seja bem-sucedida e abrangente”.

Dirigindo-se a seus críticos, Bennett ressalta que seus motivos para formar o governo não são a fome de poder, mas uma vontade genuína de fazer o bem ao país.

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