União Europeia apóia proibição de importações de carvão da Rússia, omitindo gás

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O poder executivo da União Europeia propôs a proibição das importações de carvão da Rússia no que seriam as primeiras sanções contra a lucrativa indústria de energia do país por causa de sua guerra na Ucrânia.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a UE precisa aumentar a pressão sobre o presidente russo, Vladimir Putin, após o que ela descreveu como “crimes hediondos” cometidos em Kiev.

Von der Leyen diz que a proibição das importações de carvão vale 4 bilhões de euros (US$ 4,4 bilhões) por ano. Ela acrescenta que a UE já começou a trabalhar em sanções adicionais, incluindo as importações de petróleo.

Von der Leyen não menciona o gás natural. Um consenso entre os 27 países membros da UE sobre o uso de gás usado para gerar eletricidade e aquecer residências seria mais difícil de garantir.

A UE obtém cerca de 40% de seu gás natural da Rússia e muitos países da UE, incluindo a Alemanha – a maior economia do bloco – se opõem a cortar as importações de gás.

Teresa Ribera, Ministra da Transição Ecológica da Espanha, diz que é “muito difícil” para a UE sancionar o gás natural russo porque alguns dos países do bloco dependem dele para seu fornecimento de energia e que a força da UE está em sua unidade.

“É muito difícil explicar à opinião pública europeia e à sociedade ucraniana que ainda estamos importando energia russa que financia esta guerra”, diz ela, acrescentando que as importações de energia criam “obvia tensão moral”.

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