União Europeia chega a um acordo sobre a luta contra a crise energética

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A União Europeia (UE) chegou a um acordo sobre questões energéticas,  comentou  o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, em sua conta no Twitter. “A unidade e a solidariedade prevalecem. Concordamos em trabalhar em medidas para conter os preços da energia para residências e empresas”, escreveu ele.

Além disso, Michel  acrescentou  que “a crise energética representa uma ameaça ao mercado interno” da UE, para o que é necessária “coordenação máxima” entre os membros do bloco comunitário, cita a mídia irlandesa RTE.

Uma das medidas propostas no acordo é que a UE examine a possibilidade de criar um cartel europeu de compradores de gás,  disse  Alexander de Croo, primeiro-ministro da Bélgica. Segundo o presidente, agora é 15% de todas as compras. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também  salientou  na sua conferência de imprensa que os líderes dos países membros da UE apoiaram a ideia de compras conjuntas de gás.

Sobre o acordo, Von der Leyen disse que representa um “roteiro sólido para continuar trabalhando na questão dos preços da energia”. Os líderes da Alemanha e da França, Olaf Scholz e Emmanuel Macron, respectivamente, apoiaram as palavras do presidente da UE. Macron expressou esperança de que os mecanismos práticos do acordo de energia sejam resolvidos dentro de “duas a três semanas”, dizendo que o acordo representa “um sinal muito claro para os mercados sobre nossa determinação e unidade”. Scholz, em vez disso, chamou o acordo de “bom progresso” que deve ajudar a “limitar as flutuações que podem ser causadas pela especulação”.

Entretanto, Viktor Orbán, o primeiro-ministro húngaro,  criticou na quarta-feira  a ideia de compras conjuntas de gás comparando-a com a aquisição de vacinas contra a covid-19, que foi “lenta e cara”.

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