AGU nega interferência de Bolsonaro em investigação do MEC

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Em recurso protocolado no STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (5), a AGU (Advocacia-Geral da União) afirmou ser inexistente a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal no que se refere ao caso que envolve o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. O ex-chefe da pasta chegou a ser preso em São Paulo sob suspeita de corrupção.

“Verifica-se inequívoco prejuízo ao ora agravante consubstanciado no reconhecimento tácito de que a suposta e inexistente interferência do senhor presidente da República na Polícia Federal quanto aos fatos narrados guardaria pertinência objetiva capaz de atrair a apuração no bojo deste inquérito 4.831/DF, sob a relatoria do senhor ministro Alexandre de Moraes”, diz o recurso, assinado pelo advogado-geral da União, Bruno Bianco.

No recurso, Bianco pede a suspensão da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que solicitou na semana passada a manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre suposta interferência do chefe do Executivo na Polícia Federal no caso que envolve o ex-ministro da Educação. O envio ao órgão chefiado atualmente por Augusto Aras faz parte do andamento habitual do processo.

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